A redução da jornada de trabalho já é realidade em vários países, e os resultados ajudam a entender o debate sobre o fim da escala 6×1 no Brasil. No Chile, a mudança começou em 2024: a carga semanal caiu de 45 horas e deverá chegar a 40 horas até 2028. Na Colômbia, a redução de 48 para 42 horas, aprovada em 2021, está sendo concluída em 2026. Já o México aprovou a diminuição de 48 para 40 horas, com implementação prevista até 2030.
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Na Europa, experiências anteriores mostram diferentes caminhos para diminuir o tempo de trabalho. A França reduziu a jornada de 39 para 35 horas semanais, com implementação a partir de 2000. Portugal passou de 44 para 40 horas em 1996 e registrou aumento de 7,9% na produtividade por hora, apesar de o custo do trabalho por hora ter subido 9,2%. Especialistas associam esse resultado a trabalhadores mais descansados e à reorganização dos processos nas empresas.
Outros países europeus também adotaram jornadas menores: a Itália reduziu a carga semanal de 48 para 40 horas a partir de 1998; a Bélgica passou de 40 para 38 horas, com implementação iniciada em 2002; e a Eslovênia diminuiu de 42 para 40 horas, a partir de 2003. As experiências, porém, não significam que os efeitos sejam iguais em todos os lugares: os resultados dependem das condições econômicas, do setor e da forma como a transição é organizada.
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Para especialistas em mercado de trabalho, reduzir a jornada exige planejamento, regras claras e diálogo entre empresas e trabalhadores. A adaptação gradual permite reorganizar operações e buscar ganhos de produtividade, enquanto setores mais afetados podem precisar de flexibilidade e, em alguns casos, de medidas fiscais de apoio. A especialista Sandrine Cazes, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), ressalta que a redução da jornada deve ser entendida principalmente como uma política de bem-estar, e não como uma garantia automática de criação de empregos.












