Traficante russo é detido ao tentar vender armas

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Ex-militar russo é preso em Salvador por ligação com tráfico de armas e drogas (Foto: Instagram)

Um ex-militar russo condenado à prisão perpétua foi preso em Salvador, na Bahia, durante a Operação Artemis no sábado (10). Procurado pela Interpol, ele é suspeito de planejar uma rede de comercialização de armas, munições e drogas para facções criminosas brasileiras. Na Rússia, já tinha sido condenado após ser flagrado com cerca de 600 quilos de cocaína e documentos falsos. Após a prisão, foi levado à Polícia Federal em Salvador e as autoridades iniciaram o processo de extradição.
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O suspeito circulava por diferentes estados brasileiros antes de ser localizado em um apartamento do bairro de Águas Claras. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia, ele constava em uma Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo internacional para localizar foragidos. As investigações detectaram sua movimentação em ao menos três estados, o que despertou o interesse de agentes federais e policiais militares.
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A operação que resultou na prisão foi coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), com apoio da Polícia Militar da Bahia e colaboração direta da Interpol. Segundo os investigadores, o objetivo do ex-militar era abastecer organizações criminosas com armas, munições e entorpecentes, embora não tenham sido divulgados os nomes dos grupos envolvidos. A atuação conjunta dos órgãos de segurança foi fundamental para interromper a estrutura de fornecimento.

Na Rússia, o acusado recebeu pena de prisão perpétua após a apreensão de cerca de 600 quilos de cocaína e o uso de documentos falsos que facilitavam sua movimentação internacional. Esse histórico criminoso motivou a inclusão de seu nome na lista de procurados internacionais, agilizando o intercâmbio de informações entre Brasília e Moscou.

Após a detenção em Salvador, o homem foi conduzido à sede da Polícia Federal, onde foram instaurados os procedimentos jurídicos para a extradição. A Secretaria da Segurança Pública da Bahia confirmou que já há comunicação formal com a Justiça russa e que os trâmites seguem os acordos bilaterais vigentes.

O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, destacou que a prisão só foi possível graças a alertas prévios da Interpol sobre a possível tentativa de ocultação do suspeito no estado. “Intensificamos as ações de inteligência após o aviso internacional. Ele escolheu o local errado para se esconder e acabou capturado”, afirmou, ressaltando a importância da cooperação entre as forças nacionais e internacionais.