
Lula participa de ato de campanha em Natal, Rio Grande do Norte. (Foto: Instagram)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou durante visita ao Rio Grande do Norte que é fundamental que a população pergunte em que área serão realizados os cortes de R$ 250 bilhões anunciados por seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Lula destacou que, historicamente, medidas de austeridade atingem principalmente os mais pobres, poupando as classes mais altas e agravam a desigualdade social.
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“Quando meu adversário diz que vai cortar R$ 250 bilhões, que vai ter um tesouraço, é preciso que a sociedade comece a se perguntar de onde é que vai ser esse corte. Porque eu não conheço ninguém da elite brasileira que tenha coragem de cortar dos ricos; ele sempre corta dos pobres”, afirmou Lula em entrevista à imprensa local.
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O presidente também aproveitou para refletir sobre o momento de incertezas que o mundo atravessa, entre tensões geopolíticas e conflitos armados. Ele citou a guerra na Ucrânia, que já se estende há mais de um ano, e as recentes hostilidades entre Estados Unidos e Irã, ressaltando impactos globais, como o aumento dos preços dos combustíveis no estreito de Ormuz.
“Vivemos uma fase de aferição: o mundo quer seguir vivendo uma mentira ou aceitar a verdade. Precisamos debater que tipo de educação, cultura e saúde queremos para a população”, declarou Lula, apontando para as políticas implementadas pelo governo federal para conter a inflação dos combustíveis.
Na ocasião, Lula também participou de ato de campanha em apoio ao candidato Cadu Xavier, conhecido como Cadu de Lula, que disputa o segundo turno para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte contra Allyson Bezerra (União Brasil). O presidente busca recuperar a vantagem obtida em 2022 e reforçar a presença petista na região.
Governado pela petista Fátima Bezerra desde 2019, o estado do Rio Grande do Norte apresentou queda de apoio a Lula em relação à disputa presidencial passada. No primeiro turno de 2022, o petista teve vantagem de 641 mil votos sobre Jair Bolsonaro, mas agora o placar contra Flávio Bolsonaro mostra diferença de 517 mil votos, uma redução de mais de 120 mil eleitores.






