Ibovespa renova recorde e tem melhor semana em 6 anos com foco na eleição

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Ibovespa atinge recorde de 209.066,90 pontos após alta semanal de 8,82% (Foto: Instagram)

O Ibovespa encerrou a semana com alta de 8,82%, marcando seu melhor desempenho semanal desde março de 2020 e renovando o recorde em 209.066,90 pontos. Na sexta-feira (09/10/2026), o índice avançou 1,38%, com volume financeiro de R$ 39 bilhões. Em outubro, o indicador acumula valorização de 12,2% e, no ano, registra ganho de 29,7%, refletindo otimismo dos investidores com o cenário local e global.

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O movimento foi impulsionado sobretudo pela expectativa de uma possível alternância de poder, após os resultados do primeiro turno confirmarem o favoritismo de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. Esse contexto levou investidores pouco expostos à Bolsa brasileira a retomar posições após período de cautela, acreditando num ambiente político mais favorável ao mercado de ações.

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A alta também ecoou o sentimento positivo em ativos de mercados emergentes no exterior. O EEM, principal ETF de ações dessas economias, subiu 1,06% na sessão, enquanto as bolsas de Nova York encerraram o pregão e a semana no azul. O fluxo internacional e a redução de riscos geopolíticos contribuíram para o apetite global por papéis com potencial de valorização.

No segmento de commodities, o petróleo registrou ganhos na sessão regular, com o barril do Brent acima de US$ 100, fator que mantém os investidores atentos aos possíveis impactos inflacionários. Essa valorização também beneficia diretamente os papéis da Petrobras, em um momento em que operadores e analistas apontam que fatores domésticos funcionam como principais catalisadores para a força da renda variável local.

Fernando Siqueira, head de research da Eleven Financial, atribui o bom rendimento à reação do mercado às eleições e ao retorno de players que vinham subalocados em ações brasileiras. “O mercado estava muito pouco alocado em ações no Brasil, tanto investidores locais quanto estrangeiros”, observa. Para ele, a continuidade do rali dependerá da confirmação das expectativas eleitorais e da efetiva implementação das reformas previstas para o próximo ano.

Para Paulo Renoldi, fundador e gestor da RAM Capital, a queda dos juros de longo prazo também foi determinante, pois reduz a atratividade dos títulos públicos frente às ações. Segundo ele, esse movimento favorece especialmente as small caps e empresas mais endividadas, que sofreram no período de juros altos. O índice SMLL subiu 4,26% na sexta e 20,14% na semana; o IMOB avançou 5,49% hoje e 20,77% no acumulado; e o ICON teve ganhos de 3,49% na sessão e 17,70% em sete dias. “A bolsa ainda tem espaço para subir, e o juro pode cair ainda mais se houver ajuste fiscal relevante”, afirma.