Galípolo presta depoimento à PF como testemunha no inquérito do caso Master

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Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, durante depoimento à Polícia Federal em Brasília. (Foto: Instagram)

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, depôs nesta terça-feira (06) à Polícia Federal na condição de testemunha no inquérito que investiga supostas fraudes no chamado caso Master. A audiência foi conduzida na sede da PF em Brasília e marcou uma etapa relevante, pois envolve quem está à frente da política monetária e da regulação do Sistema Financeiro Nacional. A confirmação da oitiva partiu da própria Polícia Federal, ainda que o conteúdo dos esclarecimentos não tenha sido divulgado.

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Embora a PF tenha reconhecido a participação de Galípolo no processo, prevalece o sigilo em relação aos detalhes do depoimento. Até o momento, não foram reveladas quais perguntas foram feitas ou quais documentos foram apresentados pelo presidente do BC. A Polícia Federal segue comprometida com o recolhimento de informações estratégicas para avançar na apuração das denúncias relacionadas ao caso Master.

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O inquérito em questão investiga irregularidades associadas ao Banco Master, incluindo supostas falhas na concessão de autorizações, possíveis omissões na supervisão das atividades bancárias e indícios de operações atípicas. Os investigadores buscam esclarecer se houve lacunas na fiscalização exercida pelo Banco Central e se tais fragilidades permitiram desvios ou fraudes em contratos de crédito.

Galípolo havia informado antecipadamente que prestaria depoimento ao final de setembro, após ser intimado pela PF para esclarecer pontos relativos à atuação do BC no monitoramento do Banco Master. Na mesma lista de convocados como testemunhas figuram o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e o banqueiro André Esteves, entre outros executivos com ligação ao setor financeiro.

Curiosamente, a oitiva realizada nesta terça-feira não está registrada na agenda pública de compromissos do presidente do Banco Central, disponível no portal oficial da autarquia. A ausência desse registro levanta dúvidas sobre a abrangência das informações divulgadas ao público sobre as atividades de Galípolo, cujo calendário costuma detalhar reuniões, palestras e audiências institucionais.

Até o momento, não houve posicionamento oficial do Banco Central sobre o conteúdo do depoimento de Gabriel Galípolo à Polícia Federal. A assessoria do BC se limita a afirmar que o presidente cumpriu todas as solicitações legais e que a instituição segue colaborando integralmente com as investigações, reafirmando seu compromisso com a transparência e a boa governança.