
Montagem revela o foragido Tuğrul Başar antes e depois de assumir identidade feminina para escapar da polícia turca. (Foto: Instagram)
O homem procurado pelas autoridades turcas desde 2018 foi detido recentemente depois de permanecer sob identidade feminina. Durante esse período, ele adotou documentos da irmã e alterou radicalmente a aparência para escapar das buscas oficiais. A confirmação de sua verdadeira identidade ocorreu apenas quando agentes policiais checaram as impressões digitais, revelando que se tratava de Tuğrul Başar, foragido por condenação em crimes de roubo cometidos em 2010.
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De acordo com relatos do Gulf News, o fugitivo não providenciou mudanças formais no nome ou no gênero registrados nos documentos. Ao longo dos anos, ele se apresentava socialmente como mulher, usando passagens, contratos de aluguel e cadastros diversos em nome da irmã. A estratégia permitiu que fugisse da vigilância policial e evitasse confrontos com registros fotográficos antigos ou com as representações atualizadas elaboradas pelas autoridades para rastreá-lo.
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As autoridades utilizaram fotografias antigas e imagens geradas por software para tentar antecipar possíveis modificações em sua fisionomia. Ainda assim, a combinação de maquiagem, cortes de cabelo e roupas tipicamente femininas tornou inúteis essas ferramentas de identificação. Durante anos, seu disfarce impressionou até contatos próximos, que jamais desconfiaram de que se tratasse de um homem foragido, o que acabou prolongando sua permanência fora do alcance policial.
A captura de Başar se concretizou quando policiais realizaram uma abordagem de rotina e coletaram as impressões digitais do suspeito. Após o confronto com o banco de dados nacional, ficou comprovado que a pessoa detida era, na verdade, o foragido que figurava em registros de roubo. Com a confirmação, ele teve a fiança negada e permaneceu sob custódia, aguardando a transferência para um estabelecimento prisional na Turquia.
O histórico criminal de Tuğrul Başar remonta a 2010, quando ele foi condenado por três roubos cometidos enquanto se dizia funcionário público. Após a sentença, ele optou pela fuga, iniciando o longo período de ocultação. Agora, com a recaptura, terá de cumprir a pena de três anos de detenção prevista na condenação original. A Justiça turca deve encaminhá-lo em breve a um presídio masculino, uma vez que seu gênero legal não foi alterado.
Apesar de ter vivido como mulher ao longo dos anos, a legislação turca determina que a alocação prisional leve em conta o sexo registrado oficialmente nos documentos. Dessa forma, Başar será enviado a uma prisão masculina, sem possibilidade de transferência para unidade feminina. O caso reacende debate sobre políticas de gênero no sistema penitenciário da Turquia, mas até o momento as autoridades não sinalizaram mudanças no tratamento de presos que adotam identidade divergente ao registro civil.






