
Navio cargueiro no mar ilustra a complexa logística que alimenta os elevados gastos militares dos EUA na guerra contra o Irã. (Foto: Instagram)
O Escritório de Orçamento do Congresso dos EUA (CBO, na sigla em inglês) divulgou nesta terça-feira (15) que os gastos militares com a guerra contra o Irã somaram US$ 38 bilhões até 1º de agosto, desde o início do conflito, há mais de seis meses. Segundo o relatório, o custo continua crescendo a um ritmo aproximado de US$ 3 bilhões mensais, pressionando as contas públicas americanas de forma significativa.
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De acordo com o CBO, esse montante abrange principalmente a reposição de munições consumidas em combate, a substituição de equipamentos perdidos ou danificados, o aumento das horas de voo para apoio aéreo e os maiores gastos com combustível. A agência ressalta que esses custos diretos representam apenas parte das despesas totais, já que despesas de logística e suporte também estão incluídas na estimativa.
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O documento do CBO também destaca que a fase inicial e mais intensa do conflito durou pouco mais de um mês, envolvendo um contingente relativamente pequeno de tropas americanas, quando comparado às operações nos Iraque e Afeganistão, que foram muito maiores e mais longas. Essa diferença explica, em parte, por que os custos iniciais ficaram abaixo dos registrados em conflitos anteriores, mas a despesa contínua segue alta devido à persistência das ações militares.
Além do impacto direto sobre o Orçamento Federal, o CBO estima que a escalada dos gastos deve elevar a inflação em cerca de 0,5% no primeiro trimestre de 2027. Esse acréscimo reflete o aumento da demanda por recursos militares, que se traduz em maior pressão sobre os preços de energia e materiais estratégicos, influenciando índices de preços ao consumidor.
Por fim, a agência prevê que as taxas de juros dos títulos do Tesouro dos EUA sofrerão impacto desse cenário inflacionário. Conforme o CBO, os rendimentos dos Treasuries de três meses em 2026 já estão quase 0,2 ponto percentual acima do nível estimado em fevereiro, em grande parte devido às expectativas de maiores despesas associadas ao conflito com o Irã.






