Americano vai à Amazônia como turista, se apaixona por indígena e acaba se casando com ela

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Justin Alvo, de 23 anos, deixou os Estados Unidos e passou a viver nas profundezas da Amazônia equatoriana depois de conhecer Maria, integrante da comunidade indígena Shuar, com quem se casou. A relação levou o jovem a trocar a vida que tinha no país pela rotina ao lado da esposa e da família dela na floresta.

A aproximação com os Shuar também mudou a forma como Alvo enxergava a região. Ele chegou à Amazônia com a intenção de produzir vídeos sobre a vida da comunidade e, durante a experiência, passou a conviver com Maria e seus familiares.

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Depois de viver entre os indígenas, Alvo passou a compartilhar nas redes sociais o que aprendeu sobre os costumes e conhecimentos da comunidade. Para ele, uma das principais ideias equivocadas sobre os Shuar é a de que o povo seria primitivo ou sem educação.

“O maior que vejo nas minhas redes sociais é que as pessoas pensam que a cultura é primitiva e sem educação”, afirmou. Ele explicou que, embora o sistema de educação formal naquela região da Amazônia não seja forte, existe um conhecimento transmitido entre gerações: “Eles conhecem todas as plantas, todos os animais, o que é seguro comer e o que não é”.

O jovem também passou a observar como os moradores produzem ferramentas e outros objetos necessários para o cotidiano: “Eles são mestres artesãos, ninguém na Amazônia passa fome, porque, se precisam de ferramentas, fazem suas próprias ferramentas; se precisam de roupas, fazem suas próprias roupas”, disse. “Eles não são pouco instruídos, são grandes guardiões do conhecimento sobre a selva”.

A adaptação à nova rotina também fez Alvo perceber que tinha muito a aprender. Apesar de ter origem amazônica por parte da família, ele cresceu nas cidades da região e não no interior da floresta. “Honestamente, a principal coisa que senti foi como se tivesse pousado em um mundo alienígena. Você está entrando na casa inteira de outra pessoa, em todo o conhecimento dela. Mesmo sendo meio amazônico, não cresci da maneira como eles cresceram. Cresci nas cidades da Amazônia, enquanto eles cresceram no meio da selva.” relatou.

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A vida construída com Maria ganhou um novo capítulo em junho deste ano, quando o casal teve o primeiro filho, Oliver. O tamanho do bebê chamou atenção dentro da comunidade. Segundo Alvo, homens adultos da comunidade Shuar têm, em média, cerca de 1,65 metro, enquanto as mulheres medem aproximadamente 1,55 metro. Ele afirmou que há pouca variação genética na população e que adultos com cerca de 1,83 metro são praticamente desconhecidos. “Meu filho já estava usando roupas feitas para uma criança de seis anos no primeiro mês de vida”, afirmou.

O nascimento de Oliver ocorreu após uma complicação no parto. Maria precisou passar por uma cesariana de emergência depois que os médicos constataram que o bebê estava em uma posição incorreta. Alvo descreveu o nascimento como próximo de um parto de proporções recordes para a comunidade.

Mesmo após deixar os Estados Unidos para viver na Amazônia equatoriana, Alvo afirma que não trocaria a vida atual pela que tinha anteriormente. Ele continua mostrando a rotina ao lado de Maria, do filho e da comunidade Shuar nas redes sociais, inclusive em seu canal no YouTube.