
Bombas de extração recortam o céu ao entardecer, refletindo o aumento do preço do petróleo. (Foto: Instagram)
O petróleo registrou valorização nesta segunda-feira (31), impulsionado pelo recrudescimento dos conflitos entre Estados Unidos e Irã no Golfo Pérsico e pela diminuição dos estoques estratégicos. Com isso, o Brent voltou a superar a barreira dos US$ 90 por barril, reflexo direto das recentes ofensivas que marcaram os primeiros choques desde julho.
++ Elize Matsunaga: Carro do crime agora tem novo dono e acumula várias dívidas
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato futuro do WTI com vencimento em outubro avançou 2,83%, fechando a US$ 85,76 o barril. Já na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o Brent para novembro subiu 2,71%, terminando o pregão a US$ 90,49 por barril.
++ Fiji enfrenta surto acelerado de HIV impulsionado pelo uso de metanfetamina
No fim de semana, os Estados Unidos realizaram ataques contra posições na ilha iraniana de Larak, no estreito de Hormuz, ação qualificada pelo Irã como agressão à sua soberania. Em retaliação, Teerã desferiu “golpes defensivos e contundentes” contra bases americanas na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos, afirmando que continuará a exercer seu “direito de defesa”.
O presidente Donald Trump declarou que Washington responderá ao Irã “com força”, enquanto o líder iraniano Masoud Pezeshkian afirmou que Teerã ainda pretende buscar uma solução negociada, ressaltando que um conflito em larga escala “não interessa a ninguém”.
Para o analista Nikos Tzabouras, da која Tradu, a continuidade da instabilidade política e as interrupções no fornecimento pressionam o mercado global de petróleo, aumentando a escassez. Ele observa também que os EUA podem preferir medidas econômicas a uma ação militar ampla contra o Irã e seus apoiadores.
Com os preços do combustível em alta e sem perspectiva de alívio imediato, o secretário do Interior dos Estados Unidos, Doug Burgum, anunciou que Trump reunirá, na terça-feira, executivos de refinarias de diferentes portes na Casa Branca para discutir formas de reduzir os preços da gasolina. Paralelamente, o governo americano confirmou acordo para acessar reservas estratégicas da Venezuela.
Analistas da Reuters apontam que as Reservas Estratégicas de Petróleo (SPR) dos EUA estão próximas de níveis críticos. Segundo estimativas, é preciso manter ao menos 70 milhões de barris para operações mínimas e 250 milhões para garantir segurança operacional. Na semana passada, os estoques caíram a 289,7 milhões de barris, menor patamar desde 1982, e devem atingir 243 milhões conforme o cumprimento de acordos com a Agência Internacional de Energia (AIE).






