A melatonina virou uma das substâncias mais procuradas por quem sofre com noites mal dormidas, mas especialistas alertam que ela está longe de ser totalmente inofensiva. Embora seja produzida naturalmente pelo organismo e amplamente utilizada para ajudar na regulação do sono, ainda existem dúvidas importantes sobre os efeitos do uso contínuo e as possíveis interações com medicamentos de uso comum.
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De acordo com especialistas, a melatonina pode ser útil em situações específicas, principalmente quando há alterações no relógio biológico, como jet lag ou trabalho em turnos. No entanto, seu consumo por longos períodos ainda carece de evidências mais sólidas sobre segurança, especialmente entre pessoas que utilizam outros medicamentos regularmente.
Outro ponto de atenção envolve as interações medicamentosas. A substância pode potencializar ou alterar os efeitos de remédios como anticoagulantes, sedativos, antidepressivos e medicamentos para controle da pressão arterial, aumentando o risco de reações indesejadas. Por isso, a recomendação é que o uso seja acompanhado por um profissional de saúde, principalmente em casos de tratamento contínuo.
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Além disso, embora muitos considerem a melatonina uma solução simples para dormir melhor, especialistas reforçam que ela não substitui hábitos saudáveis de sono. Manter horários regulares, reduzir a exposição às telas durante a noite e criar uma rotina adequada continuam sendo as estratégias mais eficazes para melhorar a qualidade do descanso a longo prazo.

