Enquanto milhões de brasileiros usam o Pix diariamente para pagar contas, fazer compras e transferir dinheiro em segundos, um sistema semelhante dos Estados Unidos voltou aos holofotes após comparações feitas por políticos e especialistas. Trata-se do Zelle, plataforma de pagamentos instantâneos que, à primeira vista, parece cumprir a mesma função do modelo brasileiro.
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Apesar da semelhança na proposta, os dois sistemas possuem diferenças importantes. O Pix foi criado e é administrado pelo Banco Central do Brasil, funcionando como uma infraestrutura pública e integrada a praticamente todo o sistema financeiro nacional. Já o Zelle nasceu de uma iniciativa privada liderada por grandes bancos norte-americanos e depende da participação das instituições financeiras para que os clientes possam utilizá-lo.
Outra diferença está na abrangência. O Pix permite transferências, pagamentos em lojas físicas e virtuais, cobranças por QR Code e diversas soluções para empresas e consumidores. O Zelle, por sua vez, é mais voltado para transferências entre pessoas, sendo bastante usado para dividir despesas, pagar aluguel ou enviar dinheiro para familiares e amigos.
A velocidade também chama atenção. Embora o Zelle realize transferências rápidas, algumas operações podem levar mais tempo para serem concluídas, dependendo das instituições envolvidas. No caso do Pix, a liquidação ocorre praticamente de forma imediata, 24 horas por dia, inclusive em finais de semana e feriados, tornando o sistema brasileiro uma das referências mundiais em pagamentos instantâneos.

