
Jovem francesa cria família imaginária durante coma induzido (Foto: Instagram)
A francesa Clélia Verdier, de 19 anos, contou ter vivido uma experiência surpreendente e perturbadora enquanto esteve em coma induzido por cerca de três semanas em um hospital de Lyon. Durante esse período, a mente da jovem criou uma realidade tão intensa que ela chegou a acreditar ter tido filhas.
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Segundo Clélia, ela formou em sua mente uma família completa e se convenceu de que havia dado à luz trigêmeas, às quais chamou de Mila, Miles e Maïlée. A credibilidade dessa construção foi tamanha que, ao despertar, ela ainda perguntava pelos cuidados das filhas.
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Em entrevista ao jornal Daily Mail, a jovem descreveu detalhes cotidianos vividos ao lado das “crianças”, como passeios no parque, refeições em família e histórias antes de dormir. Clélia afirmou que, apesar de passar apenas três semanas em coma, teve a sensação de ter vivido cerca de sete anos nessa dimensão paralela.
Dentro dessa realidade onírica, ela acreditou ainda que uma das trigêmeas havia falecido logo após o nascimento, o que gerou sentimentos intensos de tristeza e culpa. Para Clélia, tudo parecia totalmente autêntico até o momento em que recobrou a consciência.
Ao acordar no hospital, a primeira pergunta da jovem foi sobre o paradeiro das filhas. O choque veio com a constatação de que as crianças nunca existiram, e ela relatou ter dito aos pais que, durante o coma, eles haviam se tornado avós. Essa revelação ressaltou a força das memórias construídas em estado de inconsciência.
Hoje, Clélia ainda convive com um sentimento de luto pelas filhas imaginárias e relata uma sensação persistente de vazio e desconexão em relação às outras pessoas. Segundo especialistas, comas induzidos podem dar origem a sonhos vívidos e lembrar experiências reais, e o cérebro pode organizar fragmentos de memória em narrativas completas.
O diretor de cuidados neurocríticos do Mount Sinai Health System, Stephan Mayer, explica que, durante a sedação, é possível ocorrer consciência parcial, permitindo ao paciente criar histórias complexas que, ao despertar, são percebidas como eventos reais.

