
Dr. Jairinho em sessão no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (Foto: Instagram)
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou a solicitação da defesa do ex-vereador Dr. Jairinho para postergar o julgamento sobre a morte do menino Henry Borel. A decisão foi proferida pela juíza Elizabeth Machado Louro, da 2ª Vara Criminal da Capital, que manteve a data previamente agendada.
++ Gretchen se revolta após crítica de médico e rebate: “Só quem me para é Deus”
O casal acusado deverá ser ouvido em audiência marcada para 25 de maio. Em março, a sessão foi suspensa quando os advogados de Jairinho deixaram o plenário após terem o pedido de adiamento recusado pela Justiça.
++ Ratinho se pronuncia após processo movido por Chico Buarque
Na ação apresentada, a defesa requeria acesso ampliado a provas digitais, novas perícias técnicas e reanálise de materiais apreendidos, destacando-se um notebook recolhido durante as investigações. Sustentavam que essas diligências eram fundamentais para a completa instrução do processo.
Em seu despacho, a magistrada ressaltou que todos os elementos probatórios já haviam sido disponibilizados às partes e que não caberia reabrir a fase de instrução apenas para postergar o julgamento. Ela também determinou que a defesa custeasse as despesas decorrentes da suspensão anterior da sessão.
Henry Borel faleceu em março de 2021, aos quatro anos, no apartamento onde residia com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, Dr. Jairinho, na zona oeste do Rio de Janeiro. Inicialmente, o casal atribuiu o óbito a um acidente doméstico, mas o laudo necroscópico apontou hemorragia interna por agressões, com 23 lesões identificadas no corpo da criança.
Dr. Jairinho responde por homicídio triplamente qualificado, tortura, fraude processual e coação. Já Monique Medeiros é acusada de homicídio triplamente qualificado por omissão, além de outros delitos relacionados ao caso.

