
Profissional de saúde em quarentena preventiva na Holanda (Foto: Instagram)
Autoridades da Holanda isolaram em quarentena profissionais de saúde e pessoas que tiveram contato com um paciente infectado por hantavírus, após suspeita de falha em protocolos de biossegurança em um hospital de Nijmegen. O surto está ligado ao navio Hondius, que já registrou mortes e diversos casos durante a viagem, e as medidas buscam conter qualquer risco de transmissão.
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No Hospital Radboudumc, em Nijmegen, doze profissionais que manusearam amostras de sangue e urina do paciente infectado, sem utilizar completamente os protocolos recomendados, foram afastados por seis semanas de forma preventiva. A unidade informou que não há indícios de contágio interno e que as demais atividades hospitalares seguem sem alterações.
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou recente aumento de infecções pela cepa andina do hantavírus, elevando de sete para nove o total de casos confirmados. A entidade não divulgou detalhes sobre os novos pacientes, mas mencionou um cidadão espanhol e um americano entre os infectados. Autoridades de saúde permanecem em alerta devido ao potencial grave da doença.
O surto teve origem no cruzeiro de luxo Hondius, que concluiu o desembarque dos últimos passageiros nas Ilhas Canárias e seguiu viagem de retorno à Holanda. A Oceanwide Expeditions, responsável pela embarcação, informou que navegam a bordo 25 tripulantes, um médico e uma enfermeira, com chegada prevista ao país europeu em 17 de maio.
Um dos infectados desembarcou em 7 de maio e foi internado no Hospital Radboudumc, onde segue em observação. Durante a madrugada de 12 de maio, dois voos de repatriamento trouxeram 28 pessoas — entre elas oito holandeses — que estavam nas Ilhas Canárias. Os demais passageiros seguem para suas nações de origem, enquanto autoridades acompanham possíveis novos casos.
Até o momento, três pessoas morreram em decorrência do surto: um casal da Holanda e um homem da Alemanha. Embora o contato com fezes e urina de roedores silvestres seja a forma mais comum de infecção, especialistas alertam que, em situações de contato muito próximo, a transmissão entre humanos pode ocorrer.
Além dos casos confirmados, a OMS monitora duas ocorrências suspeitas: uma morte anterior sem exames laboratoriais e um possível infectado em Tristão da Cunha, território insular do Atlântico Sul sem acesso a testes. Em Madri, o diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou que não há sinais de grande surto internacional, mas destacou que o longo período de incubação pode revelar novos casos nas próximas semanas.
Na Espanha, um cidadão espanhol diagnosticado em hospital militar de Madri permanece estável, apresentando febre e sintomas respiratórios. Um passageiro francês, internado em UTI após teste positivo nas Ilhas Canárias, tem quadro controlado. Nos Estados Unidos, 18 passageiros do Hondius foram colocados em isolamento — um deles em unidade de biocontenção em Nebraska.

