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Haddad traça plano com foco no agronegócio para conquistar o governo de São Paulo

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Fernando Haddad em evento debate escolha de vice ligado ao agronegócio (Foto: Instagram)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já prepara sua candidatura ao governo de São Paulo com foco em uma composição de chapa que inclua um representante do agronegócio como candidato a vice. A iniciativa, articulada após sua escolha pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tem como objetivo fortalecer o palanque petista em regiões do interior, onde o partido historicamente encontra maior resistência e menor potencial de voto. Na avaliação do PT, a presença de um nome com ligação ao setor agrícola pode reduzir a rejeição e atrair eleitores de áreas rurais.

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Conforme reportagem da Folha de S.Paulo, o esquema de campanha tem como meta elevar a adesão petista no interior paulista, zona em que o PT tradicionalmente registra resultados menos expressivos. Paralelamente, aliados de Haddad vêm apontando perfis alternativos para a vaga de vice, como a ambientalista Marina Silva, cotada também para o Senado, e o ex-governador Rodrigo Garcia, que está sem filiação partidária após a disputa estadual de 2022.

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Na eleição de 2022, Haddad conquistou a maior parte dos votos na região metropolitana de São Paulo, mas perdeu a disputa no interior para o então governador Tarcísio de Freitas. Nesses locais, Tarcísio obteve cerca de 7,9 milhões de votos, contra 4,7 milhões do petista. No total, o atual governador alcançou 55% dos sufrágios, enquanto Haddad somou 45%. Apesar do revés, o resultado representou o melhor desempenho do PT no estado e contribuiu positivamente para a campanha nacional de Lula.

Para tentar replicar o modelo de conciliação visto na aliança entre Lula e o vice Geraldo Alckmin, o grupo de Haddad defende buscar um nome com histórico de diálogo em setores historicamente adversários ao PT. Entre os cotados, destaca-se o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, que participou da gestão federal entre 2003 e 2006 e goza de ampla reputação no meio agropecuário.

Entretanto, o PT encara barreiras para estabelecer contato sólido com o agronegócio, segmento que tende a se alinhar a candidaturas de direita. Fontes do governo admitem que setores industriais vinculados ao setor até mantêm interlocução com a administração federal, mas dificilmente aceitariam compor a chapa como vice. Diante desse quadro, a cúpula avalia sondar o ex-governador Rodrigo Garcia, cuja proximidade com o governo de Tarcísio de Freitas gera dúvidas sobre viabilidade dessa costura política.

Além da busca por um vice do agro, a campanha de Haddad integra um movimento mais amplo para montar uma chapa competitiva em São Paulo. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, já sinalizou interesse em disputar o Senado, enquanto Marina Silva surge como alternativa tanto para o Senado quanto para a vice. O ministro do Empreendedorismo, Márcio França, também aparece como possível candidato, mas deve definir sua postura em reunião com Lula nos próximos dias. As convenções partidárias se encerram em 5 de agosto, e a troca de legenda deve ocorrer até 3 de abril. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.

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