Zema vincula retirada de candidatura ao Planalto a desistências coletivas

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Zema reforça permanência na disputa e condiciona retirada a bloco de desistências (Foto: Instagram)

O pré-candidato Romeu Zema condicionou sua retirada da disputa pela Presidência da República a um movimento coordenado de desistências entre postulantes de perfil similar. Em entrevista, ele destacou que somente uma ação em bloco poderia alterar o equilíbrio da corrida ao Planalto e preservar a competitividade do pleito. Zema ainda reforçou seu compromisso com o partido Novo e com os apoiadores, afirmando que seu projeto será levado até o fim.

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Em jantar promovido pelo grupo Esfera Brasil na terça-feira (29), o ex-governador de Minas Gerais reforçou sua permanência na campanha. Zema argumentou que a renúncia isolada de um colega de corrida dificilmente modifica o tabuleiro eleitoral, especialmente porque o processo tende a se definir em dois turnos. Para o candidato, sem um acordo formal, as vagas não se reorganizam a tempo de provocar impacto substancial.

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Na avaliação de Zema, o cenário só se alteraria de fato se um bloco de candidatos afigurado à direita abrisse mão das próprias candidaturas em favor de Flávio Bolsonaro (PL). Ele ressaltou que essa junção de forças poderia, de maneira significativa, redirecionar votos. “Mas sabemos que muito dificilmente isso vai acontecer”, enfatizou o representante do Novo.

A pressão nos bastidores ganhou força após Ricardo Salles, também do Novo, desistir da candidatura ao Senado em São Paulo e declarar apoio aos bolsonaristas Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL). Nos círculos internos do Novo, a movimentação foi vista como um gesto simbólico de aliança com a base bolsonarista, suscitando debates sobre a estratégia para o pleito. A movimentação gerou especulações sobre um possível pedido para que Zema siga o mesmo caminho, abrindo mão de sua corrida presidencial antes mesmo do primeiro turno.

Em resposta, Zema descartou qualquer aliança com Flávio Bolsonaro no primeiro turno. “Não me aliei a Flávio até este momento e não irei me aliar no primeiro turno”, afirmou. Quanto ao desfecho da disputa, o candidato garantiu que, se houver segundo turno, estará ao lado do PL, mantendo a posição contrária ao PT no embate final.

O candidato do Novo ressaltou o compromisso firmado com seu partido e com a base de eleitores que o acompanha para sustentar a candidatura até a última etapa do processo eleitoral. “Fica, na minha opinião, muito feio para um time sair de campo antes do jogo acabar”, declarou, mostrando disposição para enfrentar obstáculos sem recuar.

Embora admita enfrentar dificuldades na campanha, Zema demonstrou plena confiança nas propostas de sua sigla para o País. Ele mencionou como cases de sucesso as gestões do Novo em Minas Gerais, conduzidas por ele entre 2019 e 2026, e as políticas públicas implementadas na cidade de Joinville, reforçando a viabilidade do modelo administrativo defendido pelo partido.