Zema sobre cancelamento do debate: ‘Vivemos uma total insegurança jurídica’

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Zema critica intervenção judicial que cancelou debate da TV Globo e promete seguir na campanha (Foto: Instagram)

Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência da República pelo partido Novo, expressou nesta quinta-feira (01) profunda insatisfação com o cancelamento do debate da TV Globo, programado para começar às 21h20. Segundo ele, as desistências judiciais que motivaram a medida evidenciam fragilidade na segurança jurídica brasileira e representam um precedente perigoso para o andamento da campanha. Zema ressaltou que não cogita renunciar à disputa eleitoral, mantendo-se firme em seu projeto político.

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Durante entrevista coletiva, o presidenciável acusou o Judiciário de interferência política e afirmou que a situação atingiu um novo grau de insegurança jurídica. Ele destacou que as regras definidas pelos veículos de comunicação e confirmadas pelos candidatos deveriam ser cumpridas sem alterações de última hora. Zema afirmou ainda que a decisão que obrigou a inclusão do presidenciável Renan Santos (Missão) no debate e a proibição de filmar o púlpito vazio reservado a Lula mostram falta de coerência nas determinações judiciais.

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“O Judiciário está fazendo política”, criticou Zema, apontando que a decisão “sem pé e sem cabeça” muda todo o formato previamente acordado e favorece claramente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O candidato do Novo sustenta que a Justiça tem agido em benefício de Lula ao editar as normas de participação. Ele classificou as determinações do dia como arbitrariedades que minam a credibilidade do processo eleitoral.

Em nota oficial, a TV Globo informou que o cancelamento do debate ocorreu em razão de duas ordens judiciais registradas na mesma data: a primeira impedia a gravação do púlpito vazio destinado a Lula, e a segunda obrigava a presença de Renan Santos no palco. De acordo com a emissora, essas intervenções representaram “interferência indevida na liberdade da imprensa” para estruturar o evento conforme seus critérios jornalísticos e editoriais.

Zema também comentou que não havia sido convidado inicialmente para o embate televisivo, passando a integrar o grupo de participantes apenas após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na terça-feira, que alterou o entendimento sobre a contagem de deputados dos partidos. O Novo conta hoje com seis parlamentares na Câmara — um número que supera o mínimo de cinco exigido pela lei —, mas a legislação não esclarece se o cômputo deve considerar mandatos atuais ou resultado eleitoral anterior.

Ao ser questionado sobre a inclusão de Renan Santos, Zema afirmou que não teve acesso à decisão completa, mas acredita que ela viola as regras eleitorais em vigor. Por fim, afastou qualquer possibilidade de desistir da disputa antes do primeiro turno: “Nunca desisti de nada na vida. Não faz parte do meu vocabulário”, declarou, reafirmando sua convicção de continuar na campanha até o fim e defendendo que o processo democrático deve transcorrer sem decisões intempestivas que impactem a ordem estabelecida.