
Trump anuncia sanções econômicas “sem precedentes” contra o Irã (Foto: Instagram)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite desta quarta-feira (19) uma nova leva de sanções contra o Irã, classificadas por ele como medidas econômicas “sem precedentes” para ampliar a pressão sobre o regime persa. Segundo o mandatário americano, o objetivo é isolar Teerã financeiramente e dificultar qualquer operação comercial ou fluxo de capitais que ajude o país a sustentar seu orçamento. Ele ressaltou que as penalidades devem atingir não apenas o próprio Irã, mas também governos e empresas estrangeiras envolvidas em transações com o regime.
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Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump definiu o conjunto de restrições como “a operação econômica mais esmagadora já tomada contra qualquer país” e descreveu a iniciativa como uma “guerra econômica” e um “isolamento internacional em escala inédita”. De acordo com o ex-presidente, esse pacote representa um passo mais agressivo do que as sanções anteriores e visa enviar um recado claro de que qualquer ajuda ao Irã será duramente punida pelos Estados Unidos.
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Trump também destacou que as novas sanções terão caráter extraterritorial, ou seja, poderão atingir terceiros países que mantiverem qualquer tipo de relação financeira ou comercial com o regime iraniano. Ele advertiu que nações que permitirem que instituições bancárias, companhias privadas, aeroportos ou órgãos governamentais forneçam algum tipo de “linha de vida” ao Irã enfrentarão “enormes consequências econômicas”. Para o presidente americano, esse conceito abrange operações que envolvam facilitação de crédito, seguros, transporte ou serviços que beneficiem direta ou indiretamente a economia persa.
No comunicado, Trump listou ainda práticas específicas que, em sua avaliação, devem ser interrompidas imediatamente para debilitar a máquina financeira iraniana. Entre elas estão o contrabando de petróleo, a negociação de linhas de swap, transferências de dinheiro entre bancos, atividades de casas de câmbio, registro de navios em bandeiras estrangeiras e o uso de empresas de fachada. Segundo ele, essas operações criam canais não oficiais que driblam as sanções anteriores e nutrem o orçamento de Teerã, sustentando programas militares e nucleares.
Ainda nesta semana, Trump já havia colocado Omã no centro de sua retórica mais dura contra a região, afirmando que o país não tem se comportado “de forma adequada” e chegando a ameaçá-lo com bombardeios caso se intrometa nos planos de Washington para o Estreito de Ormuz. A Administração americana critica a iniciativa de Irã e Omã de organizar em conjunto a gestão dessa rota marítima estratégica, que concentra parte significativa do tráfego global de petróleo, sem incluir os Estados Unidos em suas negociações. Essa postura eleva ainda mais as tensões no Golfo Pérsico.






