Técnico da Irlanda afirma que time jogará contra genocídio antes de enfrentar Israel

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Heimir Hallgrimsson gesticula durante treino da seleção irlandesa antes de anunciar convocados para a Liga das Nações. (Foto: Instagram)

Heimir Hallgrimsson, treinador da seleção irlandesa, criticou duramente a situação em Gaza ao divulgar a lista de convocados para os próximos jogos da Liga das Nações. Em suas declarações, o técnico frisou que o objetivo de sua equipe vai além do futebol: “jogaremos contra o genocídio” vivido pelos palestinos. A fala repercutiu internacionalmente, intensificando o debate sobre a realização dos confrontos em meio ao conflito no Oriente Médio.
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“Não estamos jogando com genocídio; estamos jogando contra o genocídio. Estamos jogando contra Israel, não estamos jogando com Israel”, repetiu Hallgrimsson, ressaltando que a partida terá forte carga simbólica. A declaração ocorre em meio a intensos pedidos de torcedores e ativistas irlandeses por um boicote às partidas diante de Israel, por considerarem inaceitável a continuidade dos jogos enquanto o conflito avança.
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Irlanda e Israel integram o mesmo grupo da Liga das Nações, competição organizada pela Uefa, e a Federação Irlandesa de Futebol (FAI) confirmou a manutenção da agenda oficial, apesar da pressão popular. Por questões de segurança, ambos os duelos ocorrerão em campos neutros: o primeiro em 27 de setembro, em Debrecen (Hungria), e o segundo em 4 de outubro, em Backa Topola (Sérvia), longe dos locais de maior tensão.

Desde o início do confronto em 7 de outubro de 2023, quando cerca de 1.200 pessoas morreram e 250 foram feitas reféns, mais de 70 mil palestinos perderam a vida na Faixa de Gaza. Esses números motivaram a mobilização de cidadãos irlandeses – incluindo manifestantes que se reuniram em frente ao hotel da seleção em Dublin – e de mais de 160 atletas de diferentes modalidades que assinaram carta aberta pedindo o cancelamento dos jogos.

Em reação às palavras de Hallgrimsson, a Federação Israelense de Futebol postou mensagem contundente nas redes sociais, acusando o técnico de “estupidez, ignorância e hipocrisia”. A entidade destacou as inúmeras contribuições de Israel à ciência e à cultura mundial, citando prêmios Nobel, e ironizou não ter “cura” para as características atribuídas ao comandante irlandês.

A FAI chegou a solicitar à Uefa a suspensão da federação israelense das competições e a separação dos dois países em futuros sorteios, mas o pedido foi rejeitado. A entidade europeia explicou que não há conflito direto entre Irlanda e Israel e que qualquer mudança de grupo leva em conta, sobretudo, aspectos de segurança. A FAI defende que a desistência das partidas poderia comprometer a participação da Irlanda na Liga das Nações e gerar possíveis sanções esportivas.