
Tabata Amaral aciona Justiça para barrar candidatura de Pablo Marçal (Foto: Instagram)
Tabata Amaral anunciou que vai recorrer à Justiça para impedir a candidatura presidencial de Pablo Marçal, afirmando que o empresário está inelegível e entrou na disputa apenas para tumultuar o processo e favorecer Flávio Bolsonaro. Em entrevista ao JBN 2ª Edição, ela disse que acionará o Judiciário para contestar o registro de Marçal na corrida de 2026 e confirmou que as condenações por irregularidades o proíbem de concorrer segundo a legislação eleitoral. O caso ainda aguarda decisão final na Justiça Eleitoral.
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A parlamentar do PSB-SP informou que Marçal registrou sua candidatura no sábado, dia 15, após obter liminar que permitiu filiação retroativa ao PRTB. Contudo, ressaltou que a decisão é provisória e não anula as sentenças que o tornaram inelegível. Tabata reforçou que essas condenações decorreram de ações movidas por ela e pelo partido durante as eleições municipais de São Paulo em 2024 e continuam válidas até nova decisão.
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Tabata lembrou que o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo confirmou a inelegibilidade de Marçal em três processos por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação, especialmente nos chamados “campeonatos de cortes” para inflar vídeos nas redes sociais. O empresário recorre dessas decisões no Tribunal Superior Eleitoral, mas a deputada sustenta que as irregularidades são suficientemente graves para barrar sua candidatura.
A deputada criticou ainda a estratégia de Marçal de usar provocações e episódios de grande repercussão como cortina de fumaça para desviar o foco das acusações. Ela citou ofensas como o apelido “Xatábata” e reprovou a falsa alegação de que seu pai teria tirado a própria vida por causa dela, classificando isso como um ataque à honra e à memória familiar que não pode ser tratado como mera provocação.
Ao relatar a perda do pai, vítima de drogas e suicídio, Tabata Amaral revelou que essa experiência pessoal foi determinante para sua trajetória política e reforçou seu compromisso com campanhas pautadas em propostas sérias. Ela lamentou que Marçal utilize temas sensíveis para ganhar visibilidade digital e monetizar sua participação, gerando tumulto em vez de apresentar ideias consistentes aos eleitores.
Por fim, Tabata acusou Marçal de ter outro objetivo ao se lançar à Presidência: movimentar o pleito para favorecer o senador Flávio Bolsonaro (PL), conforme declaração do próprio empresário. A deputada demonstrou confiança de que a Justiça Eleitoral avaliará as liminares e recursos e decidirá pela manutenção da inelegibilidade de Marçal, barrando seu registro na disputa presidencial.






