
Palácio do Planalto, em Brasília (Foto: Instagram)
A exoneração de Stevan Gonçalves, chefe da Fundação Estadual do Meio Ambiente no Vale do Jequitinhonha, foi oficializada em 3 de agosto, segundo o portal O Tempo. A decisão ocorreu logo após Gonçalves determinar o embargo de uma mineradora local por supostas violações de normas de proteção ambiental. Desde que assumiu o cargo em 2025, ele adotou critérios mais rigorosos na análise de processos de licenciamento, o que teria gerado insatisfação em setores do setor mineral e surpreendido servidores que o viam como referência de combate à degradação.
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O sindicato dos funcionários da Feam no Jequitinhonha questiona a transparência do processo de desligamento e exige esclarecimentos imediatos do governo estadual. Para a entidade, a saída de um gestor reconhecido pela postura firme na defesa do meio ambiente representa um retrocesso nas políticas de fiscalização. Segundo representantes, a demissão pode enfraquecer o rigor na aplicação de penalidades ambientais, afastando servidores comprometidos com a sustentabilidade e incentivando práticas predatórias.
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Moradores de cidades como Araçuaí e Almenara e movimentos sociais reagiram com indignação à exoneração. Há anos, a região do Jequitinhonha convive com conflitos causados pela exploração mineral irregular, que impacta solo, cursos d’água e comunidades tradicionais. Grupos organizados temem que a saída de um líder ambiental atuante aumente a vulnerabilidade dos ecossistemas locais, afetando especialmente populações ribeirinhas e indígenas que dependem diretamente dos recursos naturais.
A mineradora alvo do embargo ainda não teve seu nome divulgado oficialmente pelas autoridades, mas está sob investigação por possíveis danos à fauna, à flora e ao lençol freático. Órgãos de controle e organizações não governamentais apoiaram a medida cautelar, apontando irregularidades em despejos de rejeitos e supressão de vegetação nativa. A expectativa é que o processo investigativo identifique responsáveis e determine a reparação de áreas degradadas.
Ambientalistas ressaltam que a permanência de servidores alinhados a políticas de fiscalização rigorosa é fundamental para coibir infrações e promover a recuperação de áreas afetadas pela mineração. Para especialistas, o fortalecimento da Feam, com profissionais dedicados e autonomia técnica, é indispensável para garantir a análise criteriosa de estudos de impacto ambiental e evitar práticas que possam comprometer o meio ambiente e a saúde das populações.
Até o momento, o governo de Minas Gerais não emitiu comunicado detalhando as razões da exoneração de Stevan Gonçalves. O episódio ocorre em um momento de crescente mobilização popular por maior transparência na gestão ambiental e por políticas públicas efetivas de conservação. A comunidade regional aguarda uma posição oficial que esclareça os critérios adotados para a demissão e as medidas que serão tomadas para manter a fiscalização na área.






