
Sophos AI Defense monitora uso não autorizado de IA para prevenir vazamentos de dados (Foto: Instagram)
A Sophos, líder global em cibersegurança, apresentou o Sophos AI Defense, plataforma desenvolvida para mapear e proteger o uso de inteligência artificial dentro das empresas. A solução combate a “shadow AI” — ferramentas de IA adotadas sem autorização das equipes de segurança — monitorando prompts, arquivos e interações em tempo real para prevenir vazamentos de dados e ataques cibernéticos. Com isso, as organizações ganham maior visibilidade e controle sobre quem acessa quais sistemas de inteligência artificial.
Disponível por meio do Sophos Fusion, ambiente nativo de defesa cibernética com recursos de IA, o AI Defense integra controles já existentes em dispositivos, redes, sistemas de identidade e navegadores. Essa arquitetura unificada dispensa a implantação isolada de ferramentas adicionais, permitindo que as corporações acelerem a adoção de IA com consistência e sem a necessidade de gerenciar múltiplos consoles de segurança.
O avanço das ameaças impulsionado pela inteligência artificial também tem sido preocupante. Em investigações deste ano, o Sophos X-Ops detectou um invasor que utilizou agentes de IA para desenvolver e testar cerca de 80 módulos de malware dentro da rede de um cliente. Além disso, foram identificadas transações de chaves de API de acesso intermediadas para modelos avançados, compartilhamento de técnicas para driblar proteções de sistemas de IA em fóruns clandestinos e o recrutamento de especialistas em engenharia de prompts por grupos criminosos.
O fenômeno da shadow AI agrava esse cenário, pois 69% das empresas pesquisadas suspeitam ou têm evidências de uso de agentes de IA não autorizados por parte de seus colaboradores. Em 82% dos casos, agentes dessa categoria foram identificados nos ambientes de TI ao longo do último ano, enquanto 90% dos líderes de tecnologia demonstram preocupação com os riscos envolvidos. Projeções da IDC apontam que o número de agentes de inteligência artificial pode chegar a 1,3 bilhão até 2028.
Para combater essas ameaças, o Sophos AI Defense consolida dados de dispositivos, redes, identidade e navegadores, mapeando toda a atividade de IA e analisando quem está executando cada operação, como ela é realizada e quais informações estão em jogo. O mecanismo diferencia atividades rotineiras de comportamentos que exigem intervenção, inspecionando em tempo real comandos (prompts), arquivos anexados e demais interações, prevenindo exposições indevidas de dados sensíveis.
Todas as informações geradas pelo AI Defense são integradas ao Sophos Fusion, o que facilita o trabalho das equipes que utilizam o Sophos XDR ou contam com os serviços do Sophos MDR. Dessa forma, analistas podem investigar e responder a incidentes por meio dos fluxos de trabalho já estabelecidos, sem precisar aprender novas plataformas.
“As organizações estão adotando IA em um ritmo mais acelerado do que conseguem protegê-la. A maioria das equipes ainda não sabe quais ferramentas estão sendo usadas, quais dados são compartilhados e se essas práticas seguem as políticas corporativas”, afirma Kyle Falkenhagen, vice-presidente sênior de Gestão de Produtos da Sophos. “O Sophos AI Defense oferece a visibilidade e o controle necessários para avançar na adoção da inteligência artificial com clareza sobre riscos e autorizações.”
Com a operacionalização pelo Sophos Fusion, empresas com equipes mais enxutas podem ativar proteções para IA desde o primeiro dia, enquanto provedores de serviços gerenciados (MSPs) ampliam seu portfólio. Lançado durante o Mês de Conscientização sobre Cibersegurança, o AI Defense chega em um momento em que a adoção segura de inteligência artificial é prioridade em organizações de todos os portes.
Anthony Bender, diretor de Tecnologia da Empyreal Logistics, relata que, antes da implantação, sua empresa não dispunha de maneiras de bloquear ou regular ferramentas de IA não autorizadas. “Agora temos maior controle sobre o uso interno da tecnologia e podemos demonstrar aos clientes que nossas práticas estão alinhadas ao que comunicamos. Hoje, respondemos de forma consistente sempre que somos questionados”, comenta.






