
Segurança admite agressão sem provas e se diz arrependido (Foto: Instagram)
O segurança Davi Santos Machado admitiu à Polícia Civil não ter tido qualquer evidência de que a bicicleta de Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, era objeto de furto antes de iniciar as agressões. Apesar da falta de comprovação, ele participou do ataque que resultou na morte da vítima em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro.
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Em depoimento, Davi declarou ter agido por “instinto” e definiu sua própria atitude como um “ato insano”. O segurança afirmou estar arrependido e disse não saber explicar com clareza o que o levou a atacar Cláudio. Segundo ele, a decisão de intervir aconteceu de forma impulsiva, sem qualquer informação concreta sobre a suposta irregularidade com a bicicleta.
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O relato de Davi contrasta com sua versão inicial prestada à polícia, quando afirmou não ter presenciado o espancamento e admitiu apenas ter desferido um golpe no braço de Cláudio para que ele soltasse a bicicleta. Após ter acesso a gravações das câmeras de segurança, o segurança voltou atrás e confessou ter golpeado a vítima várias vezes com um pedaço de madeira, inclusive na cabeça.
As imagens exibidas pelo Fantástico neste domingo (23) ajudam a refazer o início da violência, ocorrida na noite de 11 de agosto. Cláudio surge empurrando a bicicleta em frente ao edifício, na Rua Barata Ribeiro, e, ao ser questionado, diz que o veículo não era seu. A vítima não soube explicar que a bicicleta pertencia à irmã, fato que motivou a abordagem de Davi.
Sem qualquer boletim de ocorrência registrando furto, os seguranças levaram a bicicleta de Cláudio. Quando ele tentou recuperá-la, levou as primeiras pauladas e correu para a Rua Felipe de Oliveira, onde se sentou na escadaria de um prédio. Ainda ali, foi imobilizado por outros dois homens que já aguardavam no local.
Mesmo caído e sem condições de defesa, Cláudio continuou a ser agredido com golpes de madeira, socos e chutes durante vários minutos. Socorrido com traumatismo craniano, hemorragia interna e fraturas nas costelas, ele não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital Municipal Miguel Couto. Davi Santos Machado e mais três suspeitos seguem detidos, e as investigações prosseguem para identificar um quinto envolvido, que aparece nas imagens chutando a cabeça da vítima.






