São Paulo x Santos no Brasileirão exibe menos marcas e manifesto contra fim das bets

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Clássico no Morumbi ganha protesto contra proibição de apostas (Foto: Instagram)

O duelo entre São Paulo e Santos, válido pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro, ganhou destaque não apenas pela rivalidade, mas também por um forte protesto contra a nova Medida Provisória que proíbe casas de apostas esportivas no país. Durante a partida, torcedores e instituições ligadas ao setor aproveitaram a visibilidade para reforçar a importância de um ambiente regulado, com regras claras e segurança jurídica. A ação reflete a expectativa de clubes e investidores em manter patrocínios que movimentam milhões de reais anualmente.

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O confronto, que ocorreu nesta sexta-feira (02) no Morumbi, foi o primeiro da elite nacional após a assinatura da MP pelo Executivo federal. Essa norma determina a proibição imediata da atuação de plataformas de apostas em território brasileiro, impactando contratos vigentes e forçando a retirada de patrocínios dos uniformes e dos estádios. A medida entrou em vigor com o argumento de proteger o consumidor, mas gerou críticas de entidades do setor.

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Clubs tiveram até segunda-feira (05), às 23h59 (horário de Brasília), para remover qualquer sinalização de casas de apostas. Contudo, o Morumbi ainda exibia algumas logomarcas durante o clássico. Esse prazo também se aplica a placas de publicidade, backdrops de entrevistas e anúncios nos telões, obrigando empresas e organizadores a revisarem o cronograma de comunicação de forma acelerada.

Apesar da determinação, o Campeonato Brasileiro, que detém naming rights com a Betano, manteve a exibição do patrocinador em painéis fixos e móveis instalados ao redor do campo. No mesmo jogo, o Santos optou por suspender o contrato com a Novibet e retirou imediatamente a marca do seu uniforme, enquanto o São Paulo seguiu exibindo o patrocínio máster da Superbet nos shorts e em painéis de LED.

O clássico também contou com mensagens do movimento contra a proibição das apostas, idealizadas pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR). Frases como “Proibir não é proteger”, “A proibição não acaba com as apostas” e “Acaba com a proteção de quem aposta” foram afixadas em faixas e placas, chamando a atenção para os riscos da clandestinidade.

Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL, declarou que “a manutenção de um ambiente regulado, com regras claras e segurança jurídica, é fundamental para que clubes, empresas e demais agentes da cadeia esportiva possam planejar seus investimentos de longo prazo”. A mesma mobilização será repetida no confronto entre Atlético-MG e Red Bull Bragantino, programado para sábado (03).

Além da Betano e da Superbet, a Esportes da Sorte marcou presença no gramado do Morumbi. A empresa apareceu no tapete atrás do gol e em painéis eletrônicos de publicidade, demonstrando como o mercado busca alternativas para permanecer atuante mesmo diante da nova legislação. O São Paulo, aliás, está entre as equipes que ajuizaram ações no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a MP e garantir a continuidade dos contratos de patrocínio.