São Paulo aprova contrato com a Ticketmaster para amenizar crise financeira

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Harry Massis e Olten Ayres celebram aprovação do contrato com a Ticketmaster no Morumbi (Foto: Instagram)

O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou nesta quinta-feira (30) o contrato com a Ticketmaster, pactuado para aportar R$ 140 milhões ao caixa do clube, por meio de antecipação de receitas de bilheteria e do aluguel de um camarote no Morumbi. A iniciativa, amplamente defendida pelo presidente Harry Massis, foi apontada pela diretoria como essencial para amenizar a crise financeira, marcada por atrasos de pagamentos de direitos de imagem e salários.

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A proposta obteve 184 votos a favor, 44 contra e uma abstenção. O clube pretende destinar parte dos recursos para liquidar pendências com atletas e funcionários, além de reforçar o fluxo de caixa em meio à temporada com compromissos no Brasileirão e na Copa Sul-Americana. Segundo a diretoria, o acordo permite maior previsibilidade financeira a curto prazo.

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Durante o processo de avaliação, Massis foi questionado pela concorrente NewC, interessada na administração da bilheteria do Morumbi. A empresa apresentou contestações formais ao presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Júnior, apontando falta de respostas da diretoria, uso de dados defasados e falhas nos critérios técnicos. A NewC também alegou ter oferecido adiantamento superior, de até R$ 500 milhões.

Para dirimir as controvérsias, o Conselho instituiu uma comissão interna que analisou documentos e depoimentos, concluindo não haver indícios de fraude ou de favorecimento deliberado. Contudo, o grupo registrou fragilidades e inconsistências na gestão do processo licitatório e recomendou maior rigor em operações futuras.

Com o parecer favorável da comissão, o caso foi submetido à votação final no Conselho Deliberativo. Os conselheiros aprovaram o acordo, que confere à Ticketmaster a operação completa da bilheteria do estádio do Morumbi e a gestão do programa de sócio-torcedor, incluindo a venda de ingressos e a administração de benefícios aos torcedores associados.

Em gravação divulgada pelo jornal Estadão, com data de início de setembro, Harry Massis aparece pressionando Olten Ayres de Abreu Júnior para pautar o contrato, contando com o apoio de veículos de imprensa. Na conversa, o presidente são-paulino afirma que, sem a aprovação, o clube estaria impedido de honrar compromissos financeiros essenciais.

Nos bastidores, Massis e Olten buscaram um entendimento para assegurar a inclusão do tema em plenário e definir prazo para votação. O consenso foi favorecido pelo pedido de arquivamento, por parte de Massis, da representação que havia apresentado contra Olten na Comissão de Ética, amenizando as tensões internas.

Na mesma sessão, os conselheiros aprovaram, por 152 votos a favor, 73 contrários e 4 abstenções, a rescisão do contrato com a FENG e a transição da gestão do programa de sócio-torcedor para a Ticketmaster. A FENG contesta a decisão, alegando violação de direito de preferência. Para Érica Duarte, diretora jurídica, o acordo permite encerramento com aviso prévio de 180 dias e multa de 15% da receita bruta, estimada em cerca de R$ 3,7 milhões.