
Momento do rope jump improvisado na ponte em Limeira que terminou em tragédia (Foto: Instagram)
O Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou a manutenção da prisão preventiva dos quatro acusados pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida em junho durante uma atividade de rope jump. A decisão, proferida na última quarta-feira (12) pelo juiz Guilherme Lopes Alves Lamas, reforça o entendimento de que permanecem válidas as razões que motivaram a custódia cautelar desde o início do inquérito. Os réus seguem detidos até nova deliberação da Justiça.
++ Elize Matsunaga: Carro do crime agora tem novo dono e acumula várias dívidas
Entre os detidos estão Evelyne dos Santos Gonçalves, Vitor de Freitas Gonçalves, Maicon Fernandes Cintra e Luis Felipe Feliciano Egoroff, todos apontados pela promotoria como responsáveis pelo incidente que culminou na queda da jovem de uma ponte em Limeira, interior de São Paulo. A audiência preliminar foi agendada para o dia 17 de setembro, às 12h30, quando as testemunhas e os acusados serão ouvidos para avaliar o prosseguimento do processo e eventual remessa ao Tribunal do Júri.
++ Fiji enfrenta surto acelerado de HIV impulsionado pelo uso de metanfetamina
Na exposição de motivos, o juiz Guilherme Lamas destacou que, até o momento, não houve mudança nos elementos de prova que justificassem a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares menos gravosas. Ele ressaltou que os investigados tentaram apagar publicações nas redes sociais sobre as atividades realizadas após o acidente, além de terem se evadido em área de mata quando foram alertados a permanecer no local para a coleta de evidências. A troca de vestuário antes da abordagem policial também foi considerada tentativa de obstrução da investigação.
O magistrado observou ainda que a atividade de rope jump executada pelos réus não contava com supervisão de empresa formalmente cadastrada, o que aumentou o risco à integridade física dos praticantes. Segundo a decisão, outros saltos continuaram a ser realizados na mesma ponte, o que reforça a necessidade de manter os acusados sujeitos à prisão, evitando eventual reincidência e protegendo a ordem pública.
Em relação à participação de cada réu, Lamas enfatizou a “extrema indiferença à vida humana” atribuída a Luis Felipe Feliciano Egoroff, cujo comportamento, conforme apontado no processo, contribuiu diretamente para o desfecho trágico. A decisão judicial aponta que a soltura dos acusados poderia representar grave perigo à sociedade, já que eles teriam liberdade para organizar novas atividades de risco sem garantias de segurança.
Na audiência do dia 17, o Ministério Público e a defesa terão a oportunidade de apresentar testemunhas e documentos, e o juiz deverá avaliar se existem fundamentos para submeter o caso ao Tribunal do Júri. No incidente, Maria Eduarda despencou de aproximadamente 40 metros de altura, sofreu politraumatismo e não resistiu aos ferimentos, vindo a óbito no local.






