
Renan Santos mantém candidatura 14 e rejeita alianças (Foto: Instagram)
O candidato à Presidência Renan Santos (Partido Missão) declarou neste domingo (27), após ato de campanha em frente à reitoria da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador, que não pretende apoiar nem Flávio Bolsonaro (PL) nem Luiz Inácio Lula da Silva (PT) num eventual segundo turno das eleições. Em coletiva, ressaltou que manterá sua própria candidatura sem aliança com os dois principais adversários.
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Questionado sobre os critérios que o levariam a escolher entre Bolsonaro e Lula, Renan afirmou que seu foco é “ser o número 14” e permanecer na disputa até o fim. Ele ressaltou que o número de sua candidatura simboliza o compromisso com sua base e que não vê sentido em apoiar outra pessoa.
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Renan enfatizou que, caso não chegue ao segundo turno, não cogitará recomendar nenhum dos dois nomes aos simpatizantes. Na ocasião, criticou Lula e o chamou de “bandido”: “Se eu quisesse votar num bandido, já tinha votado no Lula antes e não teria criado meu próprio partido”, afirmou, referindo-se ao registro do número 14.
O presidenciável também destacou que a fundação do Partido Missão surgiu para oferecer uma via alternativa a eleitores insatisfeitos com as opções de Lula e Flávio Bolsonaro. Segundo ele, muitos votantes buscam uma proposta que fuja dos dois extremos e não se sintam obrigados a escolher entre “o ladrão de vermelho” ou “o ladrão de verde e amarelo”.
Renan questionou ainda a necessidade de um “confronto obrigatório” no segundo turno e classificou a escolha entre os adversários como uma “decisão de Sofia”, em que o eleitor se vê forçado a ponderar quem “rouba melhor” ou “rouba com projeto social”. Para ele, essa dinâmica restringe a democracia.
No encerramento da coletiva, o candidato reforçou que trabalhará para chegar à etapa final das eleições e afirmou categoricamente que Flávio Bolsonaro não é opção para nenhum cenário político: “Não considerarei o nome dele em hipótese alguma”, garantiu.
Essa posição não é novidade: em 22 de setembro, durante entrevista ao SBT Brasil, Renan já havia descartado apoio a Flávio Bolsonaro, e, no dia seguinte, em Sorocaba (SP), voltou a recomendar o voto em seu próprio nome. Ele afirmou que seguirá com a campanha até o fim, insistindo no número 14.
Em relação ao antigo inquérito de “rachadinha” contra Bolsonaro Filho, Renan lembrou que STJ e STF anularam provas, o Tribunal de Justiça do Rio rejeitou a denúncia em 2022 e que o senador nega irregularidades. Após a agenda na Bahia, o candidato seguirá para Brasília, tendo sua candidatura deferida pela Justiça Eleitoral.






