
Burnham classifica como ‘séria e complexa’ a ameaça à RAF Fairford (Foto: Instagram)
O governo britânico afirma ter fortes indícios de participação do Irã no episódio que resultou na detenção de cinco pessoas nas proximidades da base aérea da RAF Fairford, utilizada por bombardeiros americanos em ataques ao Irã durante a guerra deste ano. O primeiro-ministro Andy Burnham classificou a situação como “complexa e séria” e lembrou que o Reino Unido já havia declarado que qualquer instalação empregada para atacar seu território é um alvo legítimo.
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O evento ocorreu na noite de domingo, quando três vans e cinco homens na faixa dos 20 anos se aproximaram do perímetro da RAF Fairford, em Gloucestershire. As equipes antiterrorismo da polícia prenderam os suspeitos sob suspeita de envolvimento com explosivos e planejamento de ato terrorista. No dia seguinte, todos foram liberados mediante fiança, mas permanecem sob vigilância e com restrições até a conclusão das investigações.
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Em comunicado oficial, o Irã negou qualquer ligação com o incidente, classificando as acusações como infundadas. Antes, o país já havia afirmado que consideraria legítimo atacar qualquer base usada por nações envolvidas em operações militares contra seu solo. A declaração reforça a tensão diplomática entre Londres e Teerã, intensificada por recentes confrontos aéreos.
Laurence Taylor, chefe da polícia antiterrorista britânica, explicou que a decisão de conceder fiança levou em conta a estratégia de investigação e a experiência em casos semelhantes. Segundo ele, os suspeitos seguem sob apuração enquanto as autoridades analisam eventual vínculo externo e os movimentos das vans antes da detenção.
A RAF Fairford, no sudoeste da Inglaterra, tornou-se ponto-chave deste ano ao receber bombardeiros dos Estados Unidos para operações contra o Irã. O incidente reacende preocupações sobre a proteção de instalações militares no Reino Unido e a possibilidade de retaliações por agentes ligados a governos estrangeiros.
Até agora, o governo do Reino Unido não divulgou provas concretas que vinculem o Irã ao caso. A investigação, em conjunto com agências de inteligência e equipes antiterrorismo, busca determinar se existiu um plano coordenado por atores externos e avaliar potenciais ameaças à segurança nacional.






