Quantos passos por dia podem turbinar seu cérebro? Estudo de 14 anos revela descoberta surpreendente

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Caminhar diariamente pode trazer benefícios que vão muito além da saúde física. Uma pesquisa conduzida por cientistas do Baylor College of Medicine, nos Estados Unidos, encontrou uma associação entre a quantidade de passos dados ao longo do tempo e o desempenho em testes de atenção e tomada de decisões. O estudo analisou dados de 3.093 adultos, com idades entre 18 e 93 anos, durante um período de 14 anos, entre 2009 e 2023.

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Para chegar aos resultados, os pesquisadores utilizaram registros de dispositivos Fitbit e informações sobre a pressão arterial dos participantes. Eles identificaram três grupos, com médias de aproximadamente 5.108, 8.875 e 14.161 passos por dia. As pessoas dos dois grupos mais ativos apresentaram resultados melhores em testes que avaliaram a capacidade de manter a concentração, evitar distrações e fazer escolhas envolvendo recompensas imediatas ou futuras.

Os resultados chamaram a atenção porque sugerem que manter o corpo em movimento pode estar relacionado a habilidades importantes para a rotina, como se concentrar no trabalho, resistir a impulsos e persistir em objetivos de longo prazo. No entanto, os testes não identificaram diferenças significativas entre os grupos na capacidade de reconhecer emoções em rostos. Os pesquisadores também observaram que a pressão arterial sistólica mais elevada esteve associada a um desempenho inferior em uma das avaliações de tomada de decisões.

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Apesar dos resultados, o estudo não estabeleceu uma quantidade ideal de passos para melhorar o funcionamento cerebral nem comprovou que caminhar mais seja a causa direta do melhor desempenho cognitivo. A capacidade mental foi avaliada apenas uma vez, e o perfil dos participantes — em sua maioria pessoas brancas, mulheres e com algum nível de ensino superior — limita a generalização das conclusões. Publicada na revista científica Scientific Reports, a pesquisa reforça a importância de investigar a relação entre atividade física e cognição, mas indica que ainda são necessários novos estudos para esclarecer essa conexão.