Quanto mais apegada ao pet, mais responsável é a pessoa? Estudos apontam uma ligação surpreendente

Posted by

Aquele carinho exagerado pelo cachorro ou gato pode revelar mais sobre uma pessoa do que parece. Pesquisas na área da psicologia encontraram uma associação entre o forte vínculo com animais de estimação, a empatia pelos animais e atitudes mais voltadas ao cuidado e ao comportamento pró-social. Em um estudo publicado em 2024, pesquisadores analisaram 343 participantes e observaram que um maior apego aos pets estava relacionado a níveis mais elevados de empatia pelos animais e, por consequência, a atitudes mais pró-sociais.

++Criança de 4 anos cai do quinto andar e sobrevive após vizinhos correrem para salvá-la

A explicação passa justamente pela rotina de cuidar de outro ser. Alimentar, proteger, perceber mudanças de comportamento e atender às necessidades do animal exigem atenção constante. Uma pesquisa publicada em 2024 com donos de animais também encontrou evidências de que a responsabilidade e os cuidados envolvidos na convivência podem estar associados ao desenvolvimento da empatia pelos animais.

Mas existe um detalhe importante: isso não significa que toda pessoa apaixonada por animais será automaticamente mais empática ou responsável. Os estudos apontam associações, e não uma regra capaz de determinar a personalidade de alguém. Pesquisas anteriores também mostram que a empatia direcionada aos animais e aos seres humanos pode apresentar relações diferentes, indicando que o comportamento humano é bem mais complexo do que simplesmente “amar pets”.

++Menina é chamada de feia na escola e surpreende com resposta inesperada

Ainda assim, o vínculo pode ter efeitos que ultrapassam a relação dentro de casa. Um estudo de 2026 descobriu que experiências de convivência com animais podem aumentar a disposição para ajudar animais abandonados, passando por mecanismos como percepção do sofrimento, empatia e senso de obrigação moral. Ou seja, aquele pet que ocupa um espaço enorme na vida do tutor pode também contribuir para fortalecer comportamentos de cuidado — embora a ciência ainda investigue até onde essa influência realmente vai.