
Fachada da Escola Estadual Celmar Botelho Duarte, em Belo Horizonte (Foto: Instagram)
O registro do momento exato em que uma docente supostamente humilha um estudante de 8 anos na frente de colegas gerou repercussão no meio educacional. As imagens captadas por uma câmera de segurança da Escola Estadual Celmar Botelho Duarte, em Belo Horizonte, mostram a professora se aproximando e passando a folha de respostas diretamente no rosto do menino durante a aplicação de uma prova. O episódio, que chocou pais e funcionários da unidade, levou a família a buscar apoio legal e motivou abertura de investigações pela Polícia Civil de Minas Gerais e pela Secretaria de Estado de Educação.
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Nas gravações analisadas pela direção, é possível ver que, após uma interação breve solicitando que o aluno respondesse a uma questão, a docente posiciona o papel junto ao rosto do estudante como forma de reprimenda. Ao tomar ciência do ocorrido, a mãe do garoto, preocupada com o constrangimento e a violência psicológica a que o filho foi exposto, entrou em contato com a escola para relatar a situação. Sentindo-se insegura com a resposta da instituição, ela decidiu registrar boletim de ocorrência junto às autoridades competentes na data de quarta-feira (16).
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Segundo o depoimento da mãe, antes dessa situação já havia registro de conversas com a direção da Escola Celmar Botelho Duarte sobre reclamações referentes ao comportamento do menino em sala. A mãe reconhece que o filho enfrenta dificuldades relacionadas à atenção, interações sociais e organização de tarefas, mas ressalta que qualquer tipo de correção precisa ocorrer de maneira respeitosa, sem expor a criança ao ridículo ou provocando constrangimento. Desde o incidente captado pelas câmeras, o menino passou a demonstrar vergonha diante dos colegas, manifestou medo de encontrar novamente a professora e, inclusive, recusou-se a retornar às aulas.
O boletim de ocorrência foi formalizado no dia 16 na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) de Belo Horizonte, que instaurou inquérito para apurar o caso. A Polícia Civil de Minas Gerais informou que está analisando as imagens, colhendo depoimentos de testemunhas e avaliando o contexto para identificar possíveis infrações cometidas pela profissional. A corporação ressaltou que manterá sigilo durante a fase de investigação e adiantou que novas informações poderão ser divulgadas à medida que o processo avançar e a conclusão das diligências se aproximar.
Paralelamente às investigações criminais, a Secretaria de Estado de Educação comunicou que a Superintendência Regional de Ensino Metropolitana C abriu um procedimento administrativo preliminar. O objetivo é reunir documentos, ouvir envolvidos e compreender integralmente o ocorrido, bem como apurar eventual responsabilização da docente no âmbito da rede estadual. O processo assegura à professora o direito ao contraditório e à ampla defesa antes de qualquer medida disciplinar. Até o momento, não há prazo definido para a conclusão dessa apuração interna, que prossegue em caráter sigiloso.






