
Armas e equipamentos apreendidos pela Operação Recon contra célula do PCC (Foto: Instagram)
Na data de ontem (14), equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil de São Paulo prenderam em Presidente Prudente e em Álvares Machado os dois últimos suspeitos de envolvimento no plano para assassinar o promotor Lincoln Gakiya, membro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público estadual. Com essas capturas, encerram-se as buscas pelos foragidos identificados como Victor Hugo da Silva, o “VH”, e Adilson Audinir Oliveira Júnior, o “Ju Machado”.
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As detenções foram realizadas no âmbito da Operação Recon, deflagrada em outubro de 2023 para desbaratar um esquema articulado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) voltado ao assassinato de autoridades de segurança na região de Presidente Prudente. Além de Gakiya, outro alvo significativo no planejamento criminoso era o diretor de presídios Roberto Medina, cuja rotina foi igualmente monitorada pelos integrantes da organização.
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Em julho, o Ministério Público de São Paulo formalizou denúncia contra quatro integrantes desse grupo, identificados como Victor Hugo da Silva (“VH” ou “Falcão”), Wellison Rodrigo Bispo de Almeida (“Corinthinha” ou “Maurício”), Sérgio Garcia da Silva (“Messi”) e Adilson Audinir Oliveira Júnior (“Ju Machado”). À época, VH e Ju Machado passaram a ser considerados foragidos pela Justiça estadual. Até o momento, os advogados de defesa dos acusados não foram localizados pelas autoridades.
As investigações revelaram que a quadrilha não se limitava a acompanhar as atividades do promotor e do diretor de presídios. Os suspeitos também faziam o monitoramento dos familiares dessas autoridades e repassavam as informações a uma ala do PCC batizada de “Sintonia Restrita”. Esse setor é responsável por determinar a execução de figuras públicas consideradas vulneráveis, como ocorreu com o ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, assassinado em outubro de 2023 na Praia Grande.
Detalhes da apuração indicam que “Messi” chefiava os levantamentos sobre o cotidiano de Lincoln Gakiya em Presidente Prudente, enquanto “VH” e “Corinthinha” ficavam responsáveis pela vigilância de Roberto Medina e de sua esposa. Em paralelo, “Ju Machado” atuava como interlocutor direto de “Messi”, articulando trocas de informações e definindo os próximos passos da operação criminosa.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que, com as prisões, os quatro indivíduos apontados como membros de uma célula do PCC dedicada ao mapeamento e à vigilância de autoridades públicas estão agora todos detidos. A Polícia Civil concluiu as investigações e solicitou à Justiça a prisão preventiva dos acusados. Os flagrantes foram lavrados pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) como captura de procurado.






