
Jim Caviezel como Jair Bolsonaro em Dark Horse (Foto: Instagram)
Documentos entregues à Polícia Federal detalham que a produção de “Dark Horse”, longa que retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro, somou R$ 20,9 milhões em despesas realizadas no Brasil. Entre os custos identificados, uma peruca de R$ 10 mil para o ator Jim Caviezel e mais de R$ 1,4 milhão em hospedagens de alto padrão chamam atenção. Os papéis fazem parte da apuração sobre a origem e o destino dos recursos aplicados na obra.
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Os registros financeiros incluem uma transferência de R$ 298,3 mil descrita como “Hospedagem + gorjetas e massagens Jim”. Não há detalhamento nos comprovantes sobre quanto foi gasto em cada serviço ou se tais valores foram consolidados nas faturas do hotel. Esse montante ressalta os custos extras além das diárias de luxo.
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As despesas com figurino alcançaram R$ 518,5 mil. Desse total, R$ 10 mil foram investidos no aluguel de peruca para Caviezel e R$ 3 mil em apliques para Michelle Bolsonaro. Outros R$ 5,5 mil cobriram peruca e dreadlocks de um dublê. A equipe de produção recebeu R$ 210 mil pelo trabalho no setor de figurinos e quatro atendimentos de manicure para as atrizes somaram pouco mais de R$ 2 mil.
A logística de transporte também representou uma fatia significativa do orçamento. Cerca de R$ 376 mil foram pagos por motoristas, caminhões e vans, enquanto R$ 402,7 mil corresponderam à compra ou locação de veículos. Gastos com estacionamentos atingiram R$ 14 mil, e a passagem aérea de Jim Caviezel – incluindo tarifa, taxas e serviços adicionais – custou R$ 54,3 mil.
Os comprovantes foram apresentados pela defesa da Go Up Entertainment em resposta a uma solicitação da Polícia Federal. Os investigadores analisam a origem, a movimentação e o destino dos recursos empregados no longa, buscando identificar eventuais irregularidades no financiamento da produção cinematográfica.
A produtora defende que “Dark Horse” foi custeado exclusivamente com recursos privados e afirma que a documentação comprova a aplicação dos valores em serviços e itens da própria filmagem. Segundo a defesa, a existência dessas despesas, isoladamente, não configura prática de crime.






