Passageiro que urinou na galley de voo da Azul será punido pela Anac

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Passageiro expõe genitália e urina na galley de voo da Azul (Foto: Instagram)

Um homem em um voo da Azul, procedente de Belém (PA) com destino a Campinas (SP), expôs a genitália e urinou na galley – área próxima aos lavatórios onde a tripulação prepara alimentos. A equipe interrompeu a ação imediatamente e acionou as autoridades competentes ao pouso.
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Desde a vigência da resolução da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em 14 de setembro, até 1º de outubro, 14 passageiros foram flagrados em condutas indisciplinadas a bordo. Desse total, cinco casos foram enquadrados como atos ordinários, oito como graves e um como gravíssimo, segundo dados oficiais da agência.
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O episódio classificado como gravíssimo ocorreu em 18 de setembro. Na ocasião, o passageiro invadiu a galley, expôs-se e urinou no espaço de trabalho dos comissários. Sem que o nome fosse divulgado, não houve defesa formal. Ao desembarcar em Campinas, ele foi recebido pela Polícia Federal, que conduziu os procedimentos legais. A Anac informou que o comandante qualificou a atitude como gravíssima, resultando em multa e suspensão de seis meses do direito de voar.

Entre as infrações graves, quatro passageiros foram flagrados fumando nos banheiros da aeronave – prática que acarreta multa, mas não impede o direito de voar. Em outro caso grave, um passageiro chutou uma colega de viagem; ele foi desembarcado no destino e entregue às autoridades da Polícia Federal para registro de ocorrência.

Pela resolução da Anac, condutas ordinárias incluem desobedecer instruções de segurança, usar eletrônicos proibidos em voo ou causar tumulto verbal. Já atos graves envolvem violência física leve, ameaça à tripulação, danos intencionais à aeronave, comunicação falsa de bomba ou armas, além do uso de cigarro a bordo. Atos gravíssimos englobam agressões físicas ou atentados à dignidade sexual de tripulantes ou passageiros, tentativa de acesso à cabine de comando e transporte não autorizado de armas ou explosivos.

As penalidades variam de advertência e orientação até multa de R$ 17,5 mil e suspensão de até 12 meses do direito de voar. Caberá ao operador aéreo fazer a classificação inicial, seguida de análise da Anac em processo administrativo que garante ampla defesa e contraditório. Até o momento, nenhuma multa foi definitivamente aplicada, mas o passageiro do caso gravíssimo foi incluído na lista de proibição de embarque (no-fly list).

Em nota, a Azul ressaltou que cumpre rigorosamente a norma da Anac e repudia qualquer ato de violência ou comportamento que coloque em risco a segurança e o conforto de passageiros e tripulantes. A companhia ainda afirmou manter protocolos e treinamentos constantes para prevenir infrações e assegurar a integridade das operações aéreas.