Paciente com câncer que caiu de maca durante transporte de ambulância morre

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Momento em que a maca tomba durante o transporte de Rosilaine em São Sebastião do Paraíso (Foto: Instagram)

Rosilaine de Fátima Machado, de 39 anos, que estava em tratamento contra um câncer cerebral, faleceu na terça-feira (22), 15 dias após sofrer uma queda de uma maca durante o transporte para uma ambulância em São Sebastião do Paraíso, no Sul de Minas Gerais. O acidente, registrado em 7 de setembro, resultou em traumatismo cranioencefálico. Desde o ocorrido, a paciente permaneceu internada e sob monitoramento médico até o desfecho fatal, que agora é alvo de apuração pelas autoridades.

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A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou inquérito para esclarecer o que motivou a queda e avaliar se houve imprudência, negligência ou imperícia por parte dos profissionais responsáveis pelo transporte. A investigação considera a possibilidade de crime culposo, já que não há indícios de intenção de causar dano. Entre as diligências, peritos analisam documentos, protocolos de segurança e depoimentos para definir responsabilidades.

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Imagens de câmeras de segurança de uma residência onde Rosilaine morava mostram dois profissionais empurrando a maca pela calçada. Ao passarem por uma pequena rampa de acesso, o equipamento teria desequilibrado, fazendo com que a paciente escorregasse e batesse a cabeça no chão. O impacto gerou o traumatismo cranioencefálico que desencadeou complicações subsequentes.

O corpo de Rosilaine foi encaminhado para necropsia, procedimento que deve apontar as causas exatas da morte e verificar a relação entre as lesões sofridas e o falecimento. O laudo pericial será fundamental para confirmar se o episódio contribuiu diretamente para o óbito e para instruir o inquérito policial sobre eventual responsabilização criminal.

Paralelamente, familiares relataram que Rosilaine já apresentava limitações severas de mobilidade e fala devido ao tumor cerebral, com tratamento iniciado em 2024. Segundo o marido, a queda agravou seu quadro neurológico e acelerou a piora do quadro clínico, levando os parentes a questionarem a conduta dos atendentes durante o transporte.

A apuração segue na Delegacia Regional de São Sebastião do Paraíso, onde agentes colhem depoimentos de testemunhas, depoimentos dos profissionais envolvidos e realizam perícias técnicas. Até o momento, não há conclusão definitiva, e o prazo do inquérito depende da entrega dos resultados de exames e da análise completa das evidências.