Mulher trans afirma ter sofrido tentativa de homicídio em confusão no centro de São Paulo

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Brunella, ex-candidata a vereadora pelo PSOL e mulher trans, exibindo ferimentos e relato do ataque no centro de São Paulo. (Foto: Instagram)

A ex-candidata a vereadora pelo PSOL, Brunella, que se identifica como mulher trans, relatou ter sido vítima de uma tentativa de homicídio motivada por transfobia no centro de São Paulo. O incidente ocorreu na última terça-feira (18) enquanto ela buscava informações para alugar um patinete em uma empresa de micromobilidade.

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Em vídeo publicado no Instagram, Brunella explicou que abordou um funcionário da empresa Whoosh para tirar dúvidas sobre o aluguel do equipamento. Segundo ela, o funcionário reagiu de forma transfóbica, sacou um canivete, acelerou o patinete e lançou o aparelho contra ela, colocando sua vida em risco.

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A vítima enfatizou que o ataque teve motivação transfóbica e que as circunstâncias do caso deverão ser investigadas pelas autoridades competentes. Até o momento não há informações sobre eventuais medidas disciplinares contra o funcionário nem confirmações oficiais sobre o desfecho das apurações.

“Ontem, quando estava indo pra casa, tentei alugar um patinete da Whoosh, pedindo informação para o funcionário deles. Ele foi transfóbico e tentou me matar, apresentou um canivete, acelerou e jogou o carrinho em cima de mim”, relatou Brunella em sua publicação.

Brunella também afirmou que teria recebido relatos de funcionários do Metrô de São Paulo apontando o mesmo trabalhador em supostos roubos próximos a estações de metrô, nos quais ele usaria o patinete para cometer o crime e fugir do local. Essa informação, no entanto, ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades.

Na disputa eleitoral municipal de 2024, Brunella integrou a candidatura coletiva do PSOL para defender os direitos da população LGBTQIA+ na Câmara Municipal de São Paulo. A Bancada dos LGBTQIA+ obteve 1.113 votos, sem eleger representantes. Em março de 2025, ela chegou a ser detida sob suspeita de vender brigadeiros com maconha, mas recebeu liberdade provisória pouco depois.