Cassandra Barksdale, de 43 anos, entrou com uma ação contra a Kaiser Permanente, nos Estados Unidos, após receber um diagnóstico equivocado de câncer e passar por uma cirurgia para retirada do útero, colo do útero, ovários, trompas de Falópio e quatro linfonodos. Segundo o processo, a amostra de tecido usada para diagnosticar a doença pertencia a outra paciente.
O caso começou em 2025, quando Cassandra procurou atendimento médico por causa de sangramento intenso e miomas. Em 10 de março, ela passou por uma biópsia. Uma semana depois, recebeu a informação de que tinha uma forma agressiva de câncer endometrial e chegou a ser preparada para iniciar quimioterapia.
A notícia fez com que Cassandra acreditasse que poderia morrer em poucos anos: “A primeira coisa que me veio à cabeça foi que eu ia morrer, então comecei a pesquisar. Quando pesquisei, dizia que eu tinha até cinco anos de vida. Tive que entrar em contato com meus filhos para avisar que tinha cinco anos de vida e que ia morrer porque tinha um câncer agressivo”.
Em 15 de maio, ela passou por uma histerectomia total. Durante o procedimento, foram retirados o útero, o colo do útero, os dois ovários, as trompas de Falópio e quatro linfonodos. Após a cirurgia, porém, a análise do material retirado não identificou câncer.
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A confirmação de que havia ocorrido um erro veio meses depois. Em setembro de 2025, a paciente recebeu um laudo revisado informando que o tecido analisado “pertencia a uma paciente diferente”. Segundo a ação, a Kaiser posteriormente informou que um exame de DNA havia comprovado que a amostra com resultado positivo para câncer não era de Cassandra. “Fiquei muito zangada e triste, e muito preocupada com a outra pessoa. Isso também mexeu comigo mentalmente”, afirmou Cassandra. Segundo as informações do processo, ela passou a fazer acompanhamento psicológico após o episódio.
A paciente é mãe de dois filhos e, de acordo com seus advogados, não estava preparada para perder a possibilidade de ter filhos biológicos. O advogado Roderick Edmond afirmou que a cirurgia provocou consequências que poderiam ter sido evitadas. “O tratamento cirúrgico dela para o câncer foi desnecessário. A retirada dos ovários foi desnecessária. A eliminação completa da possibilidade de ela ter outros filhos biológicos foi desnecessária”, destacou.
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A advogada Shannon Young acrescentou que Cassandra já havia feito uma ligadura das trompas, mas ainda queria preservar a possibilidade de recorrer à fertilização intrauterina.
A ação foi apresentada na Geórgia e pede indenização e julgamento por júri. As acusações ainda não foram analisadas em julgamento.
Em comunicado, a Kaiser Permanente afirmou estar comprometida em trabalhar com Cassandra e seus advogados para solucionar o caso. A empresa também reconheceu a gravidade do erro e disse ter adotado medidas para evitar que uma situação semelhante volte a ocorrer. “Ela não deveria ter passado por isso. Temos profissionais altamente treinados e processos muito rigorosos para evitar que erros como esse aconteçam. Depois que isso ocorreu no ano passado, tomamos medidas imediatas para garantir que não acontecesse novamente”, declarou.














