MP arquiva investigação contra Rodrigo Manga sobre suposto ‘buraco fake’

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Rodrigo Manga celebra arquivamento de denúncia sobre ‘buraco fake’ (Foto: Instagram)

O Ministério Público de São Paulo decidiu arquivar a denúncia que acusava o prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), de ter ordenado a abertura de um “buraco fake” em uma rua da cidade apenas para gravar um vídeo. A decisão, assinada pelo promotor Orlando Bastos Filho, concluiu que não há indícios suficientes de que a intervenção tenha sido planejada com esse objetivo.

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Em um vídeo nas redes sociais, Manga comemorou o arquivamento e afirmou que a acusação era mais uma mentira da oposição para atrapalhar o governo. “Vou continuar trabalhando pela cidade e fazendo de Sorocaba a melhor cidade do Brasil pra se viver”, declarou o prefeito, que ressaltou não ter emitido qualquer ordem para a gravação.

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O promotor observou que a documentação enviada pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) mostra que havia uma ordem de serviço anterior à filmagem, motivada por afundamentos e infiltrações detectados no trecho da rua Diadema, no Jardim Leocádia, em 9 de abril de 2026.

O parecer do MP também afirma que não foram encontrados indícios de que o prefeito tenha solicitado a abertura da valeta nem que tenha pedido a gravação do vídeo. Os registros técnicos apontam que a intervenção seguiu o fluxo administrativo e as necessidades históricas de manutenção na via.

Segundo o documento, ao longo dos últimos cinco anos foram registradas 215 ordens de serviço na rua Diadema, das quais 154 relacionadas à rede de água, à via pública ou ao saneamento. Nos 12 meses anteriores ao fato, houve 61 registros de ocorrências na mesma localidade.

Para Orlando Bastos Filho, esses números comprovam que aquela área é rotineiramente alvo de reparos. “A abertura de valas para inspeção ou conserto é atividade comum da autarquia, tornando improvável a criação deliberada de um ‘buraco fake’ para gravação, diante do elevado volume de intervenções reais e documentadas”, afirmou.

O promotor também descartou o argumento de que o registro de movimentação de veículos via GPS no local no dia em questão validaria a versão de furo forjado, pois esse dado não demonstra a causa nem a finalidade da escavação.

Relembre o caso:
Em abril, circulou um vídeo que acusava equipes do Saae e de uma empresa terceirizada de abrirem e fecharem uma vala na rua Diadema exclusivamente para uso em conteúdo nas redes sociais de Rodrigo Manga. A gravação viralizou, alcançando milhões de visualizações antes de a Promotoria concluir pelo arquivamento.