
Sérgio Moro anuncia permanência no Senado durante transição do governo do Paraná (Foto: Instagram)
Eleito pelo PL, Sergio Moro conquistou o governo do Paraná no domingo (04) com 50,10% dos votos válidos. Apesar da vitória no primeiro turno, o ex-ministro anunciou que retornará a Brasília ainda nesta semana para manter seu assento no Senado Federal e que não solicitará licença durante o processo de transição para a gestão estadual. A decisão sinaliza que Moro pretende cumprir integralmente o mandato legislativo antes de assumir oficialmente o Executivo paranaense.
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Em entrevista à RPC na segunda-feira (05), um dia após garantir a eleição em primeiro turno, Moro reforçou o compromisso com suas obrigações no Senado. Segundo ele, o primeiro suplente, Luis Felipe Cunha (União Brasil), só assumirá a vaga quando o governador eleito efetivar sua renúncia ao cargo legislativo, prevista para janeiro de 2027. Até lá, o senador pretende continuar participando de debates, votações e articulações políticas em plenário e comissões.
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Moro já aparece na lista de senadores inscritos para a sessão deliberativa do plenário agendada para esta terça-feira (06), às 14 horas. A presença dele demonstra a intenção clara de seguir ativo nas atividades parlamentares até o momento de transição. Em redes sociais, o governador eleito afirmou que pretende conciliar as demandas do Senado com os preparativos para o novo cargo no Executivo.
A posse dos governadores eleitos em 2026 foi alterada pela Emenda Constitucional nº 111, que estabeleceu a data de 6 de janeiro de 2027 para a transmissão de posse. A legislação passa a valer a partir do próximo ciclo eleitoral, confirmando que Moro só deixará formalmente o Senado no mesmo dia em que assumir o Palácio Iguaçu, sede do governo do Paraná.
Ao obter 50,10% dos votos válidos, Moro evitou a realização de um segundo turno. A porcentagem garantiu ao PL a vitória sem custos adicionais de campanha, mas também impõe ao senador o desafio de administrar simultaneamente as duas frentes: a legislativa, em Brasília, e a transição do futuro governo, em Curitiba.
Com o afastamento previsto para janeiro de 2027, Luis Felipe Cunha assumirá até o fim do atual mandato, que se estende até 2031. Dessa forma, o senador licenciado dará lugar ao suplente enquanto cumpre a agenda de governador, encerrando uma trajetória legislativa iniciada em 2019 e abrindo espaço para novos atores na composição da Casa até o término do mandato original.






