Moedas Globais: dólar avança com alta do petróleo e sinais de BCs mais rígidos

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Dólar sobe com alta do petróleo e sinais de aperto monetário (Foto: Instagram)

O dólar registrou valorização na quinta-feira (24), apoiado pelo novo avanço dos preços do petróleo e pelas recentes declarações de dirigentes de diferentes bancos centrais que reforçaram a necessidade de endurecer a política monetária para combater a inflação.

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No mercado internacional, por volta das 17h (horário de Brasília), o dólar subiu a 158,86 ienes. Ao mesmo tempo, o euro recuou para US$ 1,1381 e a libra caiu a US$ 1,3221. O índice DXY, que compara o desempenho da moeda americana com uma cesta de seis divisas fortes, avançou 0,18%, atingindo 101,285 pontos.

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John Williams, presidente do Federal Reserve de Nova York, afirmou que é “razoável” pensar na possibilidade de nova alta de juros nos EUA ainda neste ano, a fim de mitigar riscos inflacionários. Anna Paulson, chefe do Fed da Filadélfia, também comentou que a autoridade monetária poderá ter que elevar novamente a taxa básica, já que a inflação segue “persistentemente elevada”.

Na Europa, Isabel Schnabel, membro do Banco Central Europeu (BCE), destacou que o choque nos preços de energia causado pelo conflito no Irã tem efeitos mais duradouros do que o previsto, impactando além do mercado petrolífero. Clare Lombardelli, vice-presidente do Banco da Inglaterra (BoE), acrescentou que a justificativa para subir os juros se torna mais forte à medida que o conflito no Oriente Médio persiste e pressiona o custo da energia.

O Banco Central do México (Banxico) decidiu, por unanimidade, manter a taxa básica em 6,50% ao ano. Após o anúncio, o dólar acelerou contra o peso, sendo negociado a 17,7500 unidades no fim da tarde. Enquanto isso, Suíça e Suécia optaram por não alterar suas principais taxas de juros, e a Noruega optou por um ajuste de aperto em sua política monetária.

Segundo informações da Reuters, o Ministério das Finanças do Japão deve debater uma redução na “oferta adicional” de liquidez via leilões de títulos com vencimento entre cinco e 11 anos, após o Banco do Japão diminuir as compras de JGBs e aliviar a escassez desses papéis. Já a Bloomberg aponta que o banco central da China oferecerá um volume recorde de recursos diários de um dia para os bancos, visando suprir a demanda por caixa nos próximos feriados.