Microplásticos podem estar afetando a fertilidade sem que você perceba, aponta estudo

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Partículas minúsculas de plástico, presentes no ar, na água e em diversos produtos do cotidiano, estão sendo cada vez mais investigadas por possíveis efeitos sobre a reprodução humana. Pesquisas recentes já identificaram microplásticos em diferentes tecidos e fluidos ligados ao sistema reprodutivo, incluindo sêmen, fluido folicular, placenta, líquido amniótico, cordão umbilical e sangue materno.

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Um estudo publicado na revista Human Reproduction reuniu 28 pesquisas com 2.109 participantes. Entre os homens analisados, três trabalhos encontraram associação entre maior quantidade de partículas no plasma seminal e menor movimentação dos espermatozoides. Em mulheres que passaram por reprodução assistida, outras duas pesquisas observaram taxas menores de fertilização quando havia maior presença de microplásticos no fluido que envolve os óvulos. Os resultados, porém, ainda mostram associações e não comprovam que as partículas sejam a causa direta da infertilidade.

Os microplásticos são fragmentos de plástico com menos de 5 milímetros e podem surgir da degradação de embalagens, garrafas, tecidos sintéticos e outros materiais. A exposição acontece principalmente pela ingestão e pela inalação, podendo ocorrer por meio de água, alimentos, poeira doméstica, roupas de poliéster e até partículas liberadas pelo desgaste dos pneus. Pesquisadores também investigam substâncias presentes nos plásticos que podem interferir no sistema endócrino, responsável por hormônios importantes para a reprodução.

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Apesar da preocupação crescente, a ciência ainda busca determinar exatamente quais são os efeitos dessas partículas na fertilidade humana. Estudos de revisão apontam possíveis alterações hormonais, inflamação e impactos sobre células reprodutivas, mas ressaltam a necessidade de pesquisas maiores e métodos mais padronizados para estabelecer uma relação de causa e efeito.