
Cartões de crédito empilhados destacam a urgência das renegociações no Desenrola Brasil (Foto: Instagram)
Desde o lançamento do Desenrola Brasil, na plataforma Acordo Certo, as pendências de cartão de crédito lideram as renegociações, representando metade de todos os acordos firmados até agora. De um total superior a 89 mil dívidas renegociadas, cerca de 44,5 mil envolvem faturas de cartão, reflexo direto dos altos juros que essa modalidade impõe ao orçamento das famílias brasileiras.
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Na sequência, aparecem os empréstimos pessoais, com quase 11 mil acordos fechados, o que corresponde a aproximadamente 12% do total negociado. Embora representem uma parcela menor em número, esses contratos chamam a atenção pelo valor médio superior ao das dívidas de cartão de crédito.
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A análise dos valores médios mostra que as dívidas de cartão de crédito possuem ticket de R$ 1.616,11 por renegociação, enquanto os empréstimos pessoais alcançam R$ 2.473 em média por acordo. Esses números evidenciam a diferença de impacto financeiro entre as duas modalidades de crédito e sublinham os desafios enfrentados pelos consumidores.
Dados do Banco Central revelam que os juros rotativos do cartão de crédito estão entre os mais elevados do sistema financeiro, variando de 428% a 440,5% ao ano para quem não quita o total da fatura. Esse encargo onera o orçamento doméstico e, segundo o BC, é o principal responsável pelo endividamento em 83,6% das famílias, comprometendo mais da metade da renda familiar.
Para Eduardo Cavalheiro, gerente de Comunicação da Acordo Certo, a preponderância das dívidas de cartão de crédito no Desenrola Brasil demonstra o peso desse tipo de débito na vida cotidiana dos consumidores. Ele reforça que programas de renegociação são vitais para quem busca recuperar o equilíbrio financeiro e reduzir o impacto de despesas acumuladas.
O Desenrola Brasil é direcionado a quem recebe até cinco salários mínimos (R$ 8.105 em 2026) e possui pendências de cartão de crédito, cheque especial ou empréstimos pessoais contratados até 31 de janeiro deste ano. Entre os benefícios estão descontos de até 90% no valor total, parcelamento em até 48 meses e teto de juros de 1,99% ao mês. Também é possível usar o saldo do FGTS para quitar ou abater os débitos.






