Magnésio ou melatonina: a diferença entre os dois pode mudar suas noites de sono

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Quem enfrenta noites maldormidas costuma recorrer a suplementos como magnésio e melatonina, mas os dois não fazem a mesma coisa no organismo. A melatonina é um hormônio ligado ao ritmo circadiano e tem sua produção aumentada durante a noite, ajudando o corpo a entender que chegou o momento de dormir. Já o magnésio é um nutriente essencial envolvido no funcionamento dos músculos e do sistema nervoso, com possível relação com mecanismos de relaxamento.

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A melatonina é a substância que possui um histórico maior de pesquisas e pode ser útil principalmente quando existe uma alteração no relógio biológico, como acontece no jet lag. Isso não significa, porém, que ela seja uma solução universal para a insônia. No Brasil, a substância é autorizada como suplemento alimentar, e não como medicamento para tratar insônia. O Ministério da Saúde informa ainda que a dose máxima permitida para suplementos é de 0,21 mg por dia.

No caso do magnésio, as evidências sobre sono ainda são mais limitadas. Um estudo citado na matéria acompanhou 155 adultos saudáveis com problemas para dormir. Os participantes receberam 250 mg de glicinato de magnésio entre 30 e 60 minutos antes de ir para a cama ou um placebo. O grupo que tomou magnésio apresentou melhora nos sintomas de insônia, mas os pesquisadores consideraram os efeitos modestos e ressaltaram a necessidade de estudos maiores e mais robustos.

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A principal diferença, portanto, está no papel de cada substância: enquanto a melatonina está diretamente relacionada à organização do ciclo de sono e vigília, o magnésio participa de diversas funções do organismo e pode contribuir para o relaxamento. Dificuldades persistentes para dormir, entretanto, não devem ser tratadas simplesmente com suplementos: a causa do problema pode exigir avaliação profissional, especialmente quando o uso de outras medicações ou condições de saúde também está envolvido.