
Lula e Fachin em Brasília: presidente cobra neutralidade do STF (Foto: Instagram)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, revelou nesta quinta-feira, 1º, que manteve três conversas com o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), durante a crise interna desencadeada pelo caso Banco Master. Segundo Lula, ele cobrou de Fachin uma postura firme para evitar conflitos entre os magistrados e impedir que a Corte continue “se digladiando”.
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Em entrevista ao Flow Podcast, o ex-presidente enfatizou que não costuma ligar para ministros para solicitar favores, mesmo aqueles que indica. “Nunca chamei ninguém para pedir vantagem e não pretendo começar agora. Meu papel é não errar”, afirmou. Ele acrescentou que o embate interno tem prejudicado a imagem do STF e afetado a confiança da sociedade nas decisões da Corte.
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Lula reforçou que sua cobrança não busca influenciar julgamentos a favor do seu governo ou de interesses políticos. “Não quero que decidam do meu lado. Só peço justiça e imparcialidade”, disse. Para o petista, as divergências internas desviam o Supremo de sua missão constitucional, criando a percepção de que os ministros estariam mais preocupados com disputas internas do que com a defesa da Constituição.
O presidente também defendeu uma reforma no processo de escolha de magistrados para o STF. Ele propôs a criação de um conselho de representantes da sociedade civil — composto por juristas, acadêmicos, entidades de classe e outros segmentos — para participar das indicações ao cargo de ministro. Na opinião de Lula, essa medida aumentaria a transparência e diminuiria o peso exclusivo dos Poderes Executivo e Legislativo nas nomeações.
Edson Fachin assumiu a presidência do STF em 2025 e ficou responsável por comandar os desdobramentos do caso Banco Master, que ganhou repercussão após a extração de dados do celular do empresário Daniel Vorcaro. As informações reveladas provocaram divergências entre os ministros sobre a forma de tramitação e investigação dos fatos, debate que permanece em curso na Corte.
Na avaliação de Lula, é fundamental que o STF retome o foco nas suas atribuições institucionais e reconquiste a credibilidade perante o público. “Quando a Corte se volta para embates internos, ela falha em proteger a sociedade e a Constituição”, concluiu, ressaltando a importância de uma atuação justa e livre de disputas pessoais.






