Laura Beatriz Nascimento passou a compartilhar nas redes sociais a própria experiência após enfrentar um câncer no pulmão que, segundo seu relato, foi diagnosticado após anos de uso de cigarros eletrônicos. Aos 18 anos, ela afirma que aumentou o consumo dos chamados vapes e que, durante a pandemia, passou a utilizá-los diariamente.
Atualmente em recuperação, Laura precisou retirar metade do pulmão direito. O período após a cirurgia exigiu uma adaptação à nova rotina e, segundo ela, foi necessário reaprender atividades básicas. “Graças a Deus agora estou bem. Tive uma recuperação muito boa. Foi complicado no começo, por que tive que tirar metade do meu pulmão direito. Tive que aprender a viver de novo. Aprender a respirar novamente aprender a fazer tudo do zero”, contou durante participação no Terra Agora.
Depois da cirurgia, ela passou a dedicar mais tempo à atividade física, incluindo academia e natação, além de outros exercícios que, segundo ela, contribuem para o desenvolvimento do “novo pulmão”.
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A história também mudou a forma como Laura passou a enxergar o consumo de cigarros eletrônicos. Ela começou a fumar aos 14 anos e afirma que, aos 18, aumentou o consumo dos dispositivos. Com a chegada da pandemia, o uso se tornou diário. “Comecei a fumar eles e achei que seriam menos danosos para a saúde. Passei a fumar todos os dias, me tornei totalmente dependente. O nível de nicotina neles, é bem maior que nos cigarros comuns”, explicou.
Laura conta que a possibilidade de enfrentar um câncer ainda jovem não fazia parte daquilo que imaginava, mesmo após receber o diagnóstico. Para ela, a idade contribuiu para a dificuldade de assimilar a situação. “A gente sabe que fumar dá câncer, mas a gente acha que se for acontecer vai acontecer quando tivermos 70 ou 80 anos. Foi um choque de realidade gigante para mim e para minha família”, confessou.
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Após passar pelo tratamento, ela decidiu utilizar a própria experiência para conversar principalmente com pessoas mais jovens sobre os riscos associados ao hábito de fumar. “Hoje faço da minha história um incentivo para que as pessoas parem de fumar. A gente vê que é algo que está muito corriqueiro na vida das pessoas, principalmente dos jovens e a gente acha que nunca vai acontecer nada com a gente”, explicou.
Nas redes sociais, Laura também passou a receber relatos de outras pessoas que enfrentaram problemas de saúde relacionados ao uso de cigarros eletrônicos. Segundo ela, algumas chegaram a precisar de internação e intubação. “Tenho recebido muitos relatos. Recebi relatos de pessoas que estão ou estiveram hospitalizados, inclusive, intubados. Antes a gente não ouvia sobre essas histórias. Era uma coisa aqui outra ali, mas não tão sérios”, declarou.














