
Brincadeira acaba em disparo: adolescente de 13 anos fere gravemente colega em Chapecó (Foto: Instagram)
No sábado (10), no bairro Efapi, em Chapecó (SC), um adolescente de 13 anos provocou uma tragédia ao manusear a pistola Taurus PT92 do pai com a intenção de pregar uma peça. Segundo depoimento, ele retirou o carregador do armamento, acreditando ter eliminado qualquer risco de disparo, e apontou o cano para o rosto de um colega de mesma idade. Ao acionar o gatilho, a munição retida na câmara foi deflagrada e atingiu a testa da vítima, causando perfuração craniana grave.
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Atingido acima do olho, o jovem vítima entrou em choque hemorrágico e teve rebaixamento do nível de consciência. As equipes do Saer-Fron e do Samu Aeromédico foram acionadas e realizaram procedimentos de intubação endotraqueal e transfusão de sangue total ainda no local. Em seguida, o adolescente foi transportado com urgência ao Hospital Regional do Oeste, onde permanece em estado crítico sob cuidados intensivos.
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Após o disparo, o autor do tiro escondeu a pistola sob um cobertor em seu quarto e permaneceu no local até a chegada da Polícia Militar, acionada por vizinhos. Ele conduziu os policiais até o ponto onde a arma estava oculta. Na vistoria domiciliar, os agentes encontraram ainda uma segunda arma e diversos carregadores com munições guardadas irregularmente, o que ampliou a investigação sobre o controle de armamentos na residência.
O pai do adolescente, de 52 anos e detentor de registro como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), estava em uma chácara quando recebeu a notificação da Polícia Civil. Ele foi orientado a retornar imediatamente a Chapecó e comparecer à delegacia para prestar esclarecimentos. Na unidade, o homem forneceu informações sobre a rotina de guarda dos armamentos, enquanto os agentes recolhiam a pistola utilizada para perícia balística.
A Polícia Civil de Santa Catarina instaurou inquérito para apurar ato infracional análogo à tentativa de homicídio e disparo de arma de fogo contra menor, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Paralelamente, o pai é investigado por omissão de cautela na guarda de armamento, conforme previsto no Estatuto do Desarmamento, com pena de um a dois anos de detenção e multa. As apurações seguem em andamento com coleta de depoimentos e laudos técnicos.






