
Senador Jaques Wagner cobra posicionamento de Flávio Bolsonaro sobre fim da escala 6×1 (Foto: Instagram)
Em entrevista na tarde desta terça-feira (06), o senador Jaques Wagner (PT-BA) destacou que a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6×1 está diretamente ligada à postura de Flávio Bolsonaro (PL), senador e pré-candidato à Presidência da República. Wagner afirmou que, sem o pronunciamento claro de Flávio, torna-se difícil avançar no plenário em busca dos votos necessários para derrubar o turno extra aos sábados.
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O petista, que foi ex-líder do governo no Senado e foi reeleito no domingo (04), exigiu que Flávio Bolsonaro se manifeste publicamente sobre a matéria, enquanto ele e seus aliados mantêm a defesa da jornada 5×2, com cinco dias de trabalho seguidos por dois dias de descanso. Segundo Wagner, já existe um acordo interno para apoiar a proposta, mas integrantes da oposição ligados a Flávio têm se omitido, buscando inviabilizar o debate do fim da escala 6×1.
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“Eu preciso saber do candidato a presidente Flávio. Por nós, tem acordo”, afirmou o senador, cobrando que o adversário político deixe de lado a ambiguidade. Wagner completou que os apoiadores de Flávio Bolsonaro vêm tentando obstruir a tramitação, e que o próprio pré-candidato deve “mostrar a cara e dizer que é contra”. Na opinião dele, quem se posiciona contra o fim da escala 6×1 precisa assumir esse voto perante a opinião pública brasileira.
De acordo com Wagner, a bancada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva seguirá na defesa firme da escala 5×2, reforçando a necessidade de mais descanso aos trabalhadores públicos. No momento da entrevista, ele revelou que ainda não havia conversado com o presidente do Senado sobre o tema, mas que pretende intensificar as tratativas para garantir o quórum e aprovar a alteração na Constituição.
Sobre a campanha de segundo turno de Lula, Wagner afirmou não enxergar necessidade de mudanças em relação à estratégia usada no primeiro turno. Para ele, o foco deve estar em esclarecer a população sobre as inúmeras mentiras que circulam nas redes sociais e reforçar as realizações e propostas do atual governo. “Esta eleição não é necessariamente uma disputa em favor de Lula, mas sim uma escolha pelo Brasil”, destacou, condenando pedidos de interferência estrangeira na economia do país.
O senador finalizou suas declarações afirmando que quem busca desestabilizar o país no exterior age com “cheiro de traidor da pátria”, mais do que um concorrente legítimo ao Planalto. Para Wagner, esses episódios reforçam a importância de manter o apoio à gestão Lula e avançar na agenda trabalhista, que prioriza a saúde e a qualidade de vida dos servidores públicos.






