
Pequeno barco navega em frente a navios-tanque ancorados no Golfo Pérsico, região afetada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz. (Foto: Instagram)
O Iraque deu início à importação de gasolina por via terrestre através da Síria como estratégia para driblar o bloqueio imposto ao Estreito de Ormuz. Na última terça-feira (29), caminhões-tanque iraquianos partiram do porto de Baniyas, no litoral sírio, carregando combustível para atender à forte alta da demanda energética no país. A operação emergencial visa mitigar os efeitos da interrupção na principal rota marítima do Golfo Pérsico e tenta oferecer uma solução imediata até que um acordo diplomático entre Irã e Estados Unidos seja fechado.
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A iniciativa síria veio após o presidente interino Ahmad al-Sharaa disponibilizar o porto de Baniyas como corredor alternativo para exportação e importação de derivados de petróleo. A medida faz parte de uma tentativa de impulsionar a economia local, abalando pelas sanções internacionais e pelos danos de anos de conflito interno. Países como Estados Unidos e nações europeias já buscam aproveitar essa estrutura para reduzir custos logísticos e escapar das restrições no Estreito de Ormuz, vital para o transporte global de energia.
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Há meses o Iraque vem escoando petróleo por Baniyas através de rodovias que cruzam o território sírio, evitando a rota pelo estreito bloqueado. Com base em um acordo inicial de três meses entre Bagdá e Damasco, o país árabe também começou a importar gasolina pela mesma via terrestre. A primeira remessa dedicada ao mercado iraquiano chegou ao porto sírio na última quinta-feira, sinalizando o início de uma operação comercial regular que poderá se estender caso o Ormuz continue inacessível.
Pelo entendimento firmado, o conglomerado UCC, com sede no Catar, fica encarregado da compra do combustível, enquanto a Síria coordena toda a logística de trânsito e cobra as respectivas taxas de uso. Após atracarem em Baniyas, os caminhões percorrem cerca de 800 quilômetros em território sírio até a fronteira iraquiana, atravessando pontos sensíveis como o posto de al-Tanf, no sudeste da Síria, antes de seguir para centros de distribuição no Iraque.
Ahmed Qubbaji, vice-chefe da estatal Syrian Petroleum Company, afirmou à Associated Press que o governo sírio trabalha para manter um fluxo diário de 200 caminhões-tanque em direção ao Iraque. “Não estamos tratando esse acordo como algo temporário; a ideia é pensar estrategicamente a longo prazo”, disse Qubbaji, ao revelar estudos para implantar dutos marítimos entre os dois países, possivelmente passando por nações vizinhas, a fim de reduzir custos e aumentar a segurança das operações.






