
Trump promete Estreito de Ormuz aos EUA; Irã reage (Foto: Instagram)
Durante evento na tarde de sexta-feira (14), o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que tornaria o Estreito de Ormuz um “território americano” após o fim da guerra no Oriente Médio. Imediatamente, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, rebateu essas declarações em publicação no X (antigo Twitter), afirmando que a via marítima “sempre será iraniana” e que qualquer tentativa de tomada seria inútil.
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Em seu post no X, Gharibabadi destacou que “o Estreito de Ormuz não pode ser tomado nem com um tuíte, nem com um porta-aviões, nem com a emissão de um decreto e nem com um discurso de campanha eleitoral”. Ele reforçou que o Irã não teme ameaças e não se intimida diante de demonstrações de força, deixando claro que o controle da rota marítima permanece sob autoridade de Teerã.
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O vice-ministro acrescentou que a abertura do Estreito de Ormuz depende exclusivamente de decisões internas do Irã e aconselhou os EUA a reconhecerem suas derrotas estratégicas e pesadas até o momento. “Enquanto não abandonarem ilusões, o Irã continuará a impor o cerco em Ormuz”, alertou Gharibabadi, ressaltando que qualquer delírio de domínio americano será frustrado pela determinação iraniana.
Paralelamente, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou à ISNA que o país ainda não definiu se retomará as negociações com os Estados Unidos. Ele esclareceu que “nunca houve nada como um cessar-fogo de 60 dias que precise ser renovado”, reinterpretando o memorando de Islamabad como um passo rumo ao acordo final para encerrar o conflito, e não como uma trégua provisória.
De acordo com Araghchi, os EUA violaram o memorando de Islamabad e, por isso, os confrontos foram retomados, eliminando qualquer base para um cessar-fogo a ser prolongado. “Não há cessar-fogo a ser renovado”, enfatizou o chanceler iraniano, reforçando a posição de que o documento bilateral visava apenas pavimentar o caminho para um entendimento mais amplo e duradouro entre as partes.
O chanceler mencionou que representantes do Irã mantêm contato com mediadores do Catar e do Paquistão para encontrar um “novo caminho” de negociações com os EUA, mas sublinhou que isso não significa o início de conversações oficiais. Mais cedo, uma autoridade ouvida pelo Politico afirmou que Washington enxerga o impasse como “estagnado” e aguarda Teerã aceitar um acordo; o mesmo informante indicou que o cessar-fogo de aproximadamente um mês expiraria na segunda-feira (10), caso não fosse prorrogado.






