IIF: emergentes retomam atração de investimentos estrangeiros com US$ 18,8 bi em julho

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Emergentes captam US$ 18,8 bi em julho, revertendo mar de saídas (Foto: Instagram)

Em julho, os mercados emergentes registraram entrada de US$ 18,8 bilhões em investimentos estrangeiros, segundo dados do Instituto de Finanças Internacionais (IIF). Esse valor representa um retorno significativo após meses consecutivos de saídas líquidas de recursos, sinalizando um possível alívio para essas economias dependentes de capitais externos para financiar seu crescimento e suas dívidas.

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Conforme o relatório divulgado na terça-feira (11) pelo IIF, o fluxo de portfólio de não residentes reverteu-se para o território positivo em julho. Nos dois meses anteriores, junho e maio, haviam ocorrido retiradas de US$ 18,0 bilhões e US$ 25,2 bilhões, respectivamente. Ainda assim, o montante captado ficou bem abaixo dos US$ 46,5 bilhões alcançados em julho de 2025.

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O IIF ressalta que o retorno aos aportes não indica completa normalização dos fluxos. A recuperação foi fortemente conduzida pela dívida pública e privada, enquanto a melhora nos números totais refletiu mais a atenuação nas liquidações de ações do que uma retomada robusta da demanda por ativos de risco. De qualquer forma, julho interrompeu a sequência de net outflows que marcou o fim da primavera no Hemisfério Norte.

No mês passado, as emissões de dívida em mercados emergentes somaram US$ 26,7 bilhões. A Ásia emergente teve a maior fatia, com US$ 14,1 bilhões em influxos, seguida pela América Latina (US$ 5,9 bilhões), Europa emergente (US$ 4,6 bilhões) e Oriente Médio e Norte da África (US$ 2,0 bilhões). Excluindo-se a China, o total de recursos destinados a títulos de dívida chegou a US$ 30,1 bilhões.

Segundo o IIF, as operações de carry trade com moedas de emergentes cresceram cerca de 12% neste ano, o melhor desempenho desde 2023. No entanto, três fatores podem desafiar esse equilíbrio: a precificação de um possível aumento de juros pelo Federal Reserve em setembro; a recente intervenção no iene, coordenada com o Tesouro dos EUA; e o recrudescimento das tensões geopolíticas globais. “Nenhuma dessas forças ainda perturbou o cenário de fluxos, mas todas trabalham através do mesmo canal, liquidez mais apertada do dólar e carry menos indulgente”, alerta a entidade.